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2026-04-30 20:15:33 +08:00
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"Id": 11281,
"Name": "Técnica da Espada de Favonius: Valsa Radiante",
"Description": "<color=#FFD780FF>Ataque Normal</color>\nImitando uma valsa cavalheiresca antiga, Varka empunha dois espadões para fazer até 5 golpes consecutivos\n\n<color=#FFD780FF>Ataque Carregado</color>\nConsome uma certa quantidade de Stamina para avançar e realiza um golpe duplo de espada especialmente poderoso para a frente.\n\n<color=#FFD780FF>Ataque Imersivo</color>\nMergulha do meio do ar para atingir o solo abaixo, causando Dano aos oponentes ao longo do caminho e Dano em uma AdE no impacto.",
"Description": "<color=#FFD780FF>Ataque Normal</color>\nImitando uma valsa cavalheiresca antiga, Varka empunha dois espadões para fazer até 5 golpes consecutivos.\n\n<color=#FFD780FF>Ataque Carregado</color>\nConsome uma certa quantidade de Stamina para avançar e realiza um golpe duplo de espada especialmente poderoso para a frente.\n\n<color=#FFD780FF>Ataque Imersivo</color>\nMergulha do meio do ar para atingir o solo abaixo, causando Dano aos oponentes ao longo do caminho e Dano em uma AdE no impacto.",
"Icon": "Skill_A_04"
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{
"Title": "História 1",
"Context": "Quando um Varka mais jovem participou pela primeira vez nos exames preparatórios de cavaleiro, ele derrubou cada examinador. Isto é, ele literalmente fez todos os examinadores caírem.\nQuando Varka estava cheio de confiança, pronto para receber sua nomeação formal como cavaleiro, uma carta de rejeição chegou, destruindo cada um de seus sonhos.\n\"Para Varka: Primeiramente, gostaríamos de expressa nossa sincera gratidão por sua participação nesta avaliação. Suas capacidades e aspiração a se tornar um cavaleiro deixaram uma impressão marcante em nós.\"\n\"Contudo, após consideração cuidadosa e análise compreensiva, lamentamos informar que você...\"\nAntes dele sequer conseguir terminar o resto da carta, Varka a amassou e jogou no lixo. Então, ele pegou um pedaço de papel para planejar a próxima jogada.\nNaquela noite, enquanto Valentine, antigo Grande Mestre e o Cavaleiro de Dandelion anterior, voltava para casa após beber, ele foi emboscado por um atacante.\nCom todos os escudeiros que o acompanhavam inconscientes, Valentine ficou para enfrentar o atacante sozinho, tanto impressionado quanto sem palavras.\nImpressionado porque o atacante era muito mais capaz do que ele imaginara, e a habilidade dele de esconder e executar uma emboscada em menos da metade de um nada não era nada além de admirável.\nSem palavras pela declaração absurda do atacante: Se os Cavaleiros de Favonius não conseguem nem proteger seu Grande Mestre, como podem proteger Mondstadt? É melhor entregarem logo o trabalho deles a ele!\n\"Você... não terminou de ler a carta que escrevi?\" \"Hã? Quem lê uma carta de rejeição até o fim?\" \"Eu sempre coloco a parte importante no pós-escrito.\"\nFelizmente, Valentine já pretendia falar com Varka pessoalmente, como dito no pós-escrito. Mas a velocidade de Varka transformar pensamento em ação adiantara muito a reunião deles.\nEntão, após acordar os escudeiros e pedir desculpas um por um, Varka seguiu Valentine para uma segunda rodada de bebidas e para ouvir as razões por trás da rejeição dele.\nTomando uma, os dois conversaram bastante. Mas tudo se resumia a uma coisa bem simples: vento, nascido livre, não deveria ficar preso nas muralhas da cidade tão cedo.\nValentine acreditava que, ao invés de ficar de guarda em Mondstadt ou patrulhar seus arredores, Varka deveria se aventurar a nações distantes e fronteiras desconhecidas.\nComo diz o velho ditado: somente ao praticar milhares de melodias, o bardo pode tocar um acorde extraordinário; somente ao estudar milhares de lâminas, o ferreiro pode forjar uma espada lendária.\n\"Sem mencionar que se realmente fizéssemos você ficar sentado num escritório por três anos... Não, três meses, você entregaria sua resignação!\"\nConfrontado pela observação direta de Valentine, Varka deu uma risada descompromissada dizendo \"três dias, mais ou menos\", dando um gole no vinho.\n\"Espero que você possa encontrar um motivo para ser um cavaleiro,\" Valentine disse, seu sorriso ficando sério. \"E não deve ser idealismo, nem nada de um conto de bardo. Quando você encontrar esse motivo, volte para Mondstadt.\"\nNo dia seguinte, Varka partiu em sua jornada para descobrir o que poderia fazer o vento livre contente em permanecer nas muralhas da cidade... e se tornar um \"cavaleiro\".\n\"...mesmo que chegue o dia quando, pelo bem de ser um cavaleiro, você se encontre realizando um trabalho que detesta, dia após dia.\"\nEm meio à brisa salgada do Porto Dornman, o jovem apertou os olhos contra o sol nascente e relembrou o conselho solene do velho cavaleiro mais uma vez.\n\"...mesmo que chegue o dia quando, pelo bem desse mesmo título, você deva entregar a glória e orgulho que tanto estima.\""
"Context": "Quando um Varka mais jovem participou pela primeira vez nos exames preparatórios de cavaleiro, ele derrubou cada examinador. Isto é, ele literalmente fez todos os examinadores caírem.\nQuando Varka estava cheio de confiança, pronto para receber sua nomeação formal como cavaleiro, uma carta de rejeição chegou, destruindo cada um de seus sonhos.\n\"Para Varka: Primeiramente, gostaríamos de expressar nossa sincera gratidão por sua participação nesta avaliação. Suas capacidades e aspiração a se tornar um cavaleiro deixaram uma impressão marcante em nós.\"\n\"Contudo, após consideração cuidadosa e análise compreensiva, lamentamos informar que você...\"\nAntes dele sequer conseguir terminar o resto da carta, Varka a amassou e jogou no lixo. Então, ele pegou um pedaço de papel para planejar a próxima jogada.\nNaquela noite, enquanto Valentine, antigo Grande Mestre e o Cavaleiro de Dandelion anterior, voltava para casa após beber, ele foi emboscado por um atacante.\nCom todos os escudeiros que o acompanhavam inconscientes, Valentine ficou para enfrentar o atacante sozinho, tanto impressionado quanto sem palavras.\nImpressionado porque o atacante era muito mais capaz do que ele imaginara, e a habilidade dele de esconder e executar uma emboscada em menos da metade de um dia, não era nada além de admirável.\nSem palavras pela declaração absurda do atacante: Se os Cavaleiros de Favonius não conseguem nem proteger seu Grande Mestre, como podem proteger Mondstadt? É melhor entregarem logo o trabalho deles a ele!\n\"Você... não terminou de ler a carta que escrevi?\" \"Hã? Quem lê uma carta de rejeição até o fim?\" \"Eu sempre coloco a parte importante no pós-escrito.\"\nFelizmente, Valentine já pretendia falar com Varka pessoalmente, como dito no pós-escrito. Mas a velocidade de Varka transformar pensamento em ação adiantara muito a reunião deles.\nEntão, após acordar os escudeiros e pedir desculpas um por um, Varka seguiu Valentine para uma segunda rodada de bebidas e para ouvir as razões por trás da rejeição dele.\nTomando uma, os dois conversaram bastante. Mas tudo se resumia a uma coisa bem simples: vento, nascido livre, não deveria ficar preso nas muralhas da cidade tão cedo.\nValentine acreditava que, ao invés de ficar de guarda em Mondstadt ou patrulhar seus arredores, Varka deveria se aventurar a nações distantes e fronteiras desconhecidas.\nComo diz o velho ditado: somente ao praticar milhares de melodias, o bardo pode tocar um acorde extraordinário; somente ao estudar milhares de lâminas, o ferreiro pode forjar uma espada lendária.\n\"Sem mencionar que se realmente fizéssemos você ficar sentado num escritório por três anos... Não, três meses, você entregaria sua resignação!\"\nConfrontado pela observação direta de Valentine, Varka deu uma risada descompromissada dizendo \"três dias, mais ou menos\", dando um gole no vinho.\n\"Espero que você possa encontrar um motivo para ser um cavaleiro,\" Valentine disse, seu sorriso ficando sério. \"E não deve ser idealismo, nem nada de um conto de bardo. Quando você encontrar esse motivo, volte para Mondstadt.\"\nNo dia seguinte, Varka partiu em sua jornada para descobrir o que poderia fazer o vento livre continuar contente em permanecer nas muralhas da cidade... e se tornar um \"cavaleiro\".\n\"...mesmo que chegue o dia quando, pelo bem de ser um cavaleiro, você se encontre realizando um trabalho que detesta, dia após dia.\"\nEm meio à brisa salgada do Porto Dornman, o jovem apertou os olhos contra o sol nascente e relembrou o conselho solene do velho cavaleiro mais uma vez.\n\"...mesmo que chegue o dia quando, pelo bem desse mesmo título, você deva entregar a glória e orgulho que tanto estima.\""
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{
"Title": "História 2",
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{
"Title": "História 3",
"Context": "Desde que herdou formalmente o título de Cavaleiro de Boreas, Varka permaneceu invicto em todas as campanhas que liderou.\nSe o Presa de Leão é uma bênção de abundância para a terra, então Boreas é o espírito indomável por trás de uma força formidável. Sejam fora da lei vis ou terrores monstruosos que devastam o reino, ou até mesmo a escuridão rastejante do Abismo, tudo se despedaça diante de uma lâmina com o frio cortante do Vento do Norte.\nApós uma série de campanhas, qualquer perigo remanescente dentro do território foi completamente expurgado, e Mondstadt entrou numa era dourada de paz como nunca se viu antes.\nA paz chegou com tamanha aparente facilidade que as pessoas passaram a vê-la como a ordem natural das coisas. Surgiu um sentimento de que, numa era de paz, os Cavaleiros deveriam pendurar suas espadas e passar os dias encontrando gatos perdidos ou lidando com cachorros malcomportados...\nDepois de se tornar Grande Mestre, Varka abafou o burburinho e seguiu em frente com a próxima expedição.\nSeus primeiros anos como aventureiro serviam como um lembrete constante: a paz de que desfrutavam era um feliz acaso, a ausência de uma ameaça visível não significava que o perigo tivesse desaparecido.\nO Abismo ainda se alastrava no Norte, monstros ainda espreitavam sob as ondas, Durin ainda permanecia na Espinha do Dragão, Ursa apenas dormia em sono profundo... Qualquer um deles poderia despedaçar a frágil paz que haviam lutado tanto para conquistar.\nOs veteranos que haviam pavimentado seu caminho tinham envelhecido: o Cavaleiro Presa de Leão Valentine, o Capitão da Cavalaria Feroux, o Capitão da Companhia de Atiradores Adorno... E, ainda assim, os cavaleiros da nova geração ainda tinham muito a aprender.\nVarka sabia, melhor do que ninguém, que seu próprio auge acabaria por definhar com o tempo.\nComo Grande Mestre, ele buscou comprar mais tempo para a próxima geração. Como um guerreiro por mérito próprio, queria testar seu valor contra os inimigos mais poderosos antes que seus melhores anos começassem a desvanecer.\nE assim, após confiar os assuntos de Mondstadt aos Cavaleiros veteranos e ao Inspetor Eroch, Varka partiu mais uma vez em outra expedição.\n...Mas, desta vez, Varka sofreu a derrota mais devastadora.\nEm seu próprio brilho ofuscante, o cavaleiro permaneceu cego para a própria sombra, onde a inveja e a malícia haviam começado a nascer.\nVarka nunca percebeu que, desde o dia em que retornou a Mondstadt e se juntou aos Cavaleiros de Favonius, uma semente distorcida já havia criado raízes no coração de Eroch.\nE quando os Segmentos do Dottore sussurraram sobre um poder e uma autoridade sem medida, a escuridão dentro de Eroch irrompeu como uma enchente.\n-Um andarilho que passa os dias ociosamente no exterior, aclamado como o Cavaleiro de Boreas mais forte da história?\n-Um maníaco fora da lei que desrespeita todo código de cavalaria, mas impõe regras para o resto de nós?\nObsessões distorcidas e a passagem do tempo podem transformar amigos em inimigos com a mesma facilidade com que o vento muda de direção.\nO Inspetor, que deveria salvaguardar a ordem no lugar de Varka, pisoteou todos os princípios da justiça.\nEroch, o homem solenemente encarregado da segurança do selo, despertou um antigo horror de seu sono, tramando reivindicar o poder dos céus com o Dottore.\nQuando Varka voltou a derrubar inimigos formidáveis além das fronteiras, mantendo a linha de frente por Mondstadt nas fronteiras, notícias devastadoras chegaram de casa... seu velho amigo Crepus havia morrido, e o Inspetor Eroch havia se tornado um traidor.\nVarka voltou às pressas e imediatamente começou a eliminar os cúmplices de Eroch. Ainda assim, as feridas que Eroch havia infligido a Mondstadt ao longo dos anos já eram profundas demais.\nEncurralado por Varka, sem ter para onde fugir, Eroch tirou a própria vida em meio a gargalhadas maníacas.\nAquelas gargalhadas não continham palavras, mas cada nota soava com uma zombaria clara e cruel ao Invencível Cavaleiro de Boreas, o Grande Mestre que Rivaliza com os Deuses.\n-Olhe para você. Até você pode falhar, até você pode tropeçar.\n-Você também não passa de um mero mortal."
"Context": "Desde que herdou formalmente o título de Cavaleiro de Boreas, Varka permaneceu invicto em todas as campanhas que liderou.\nSe o Presa de Leão é uma bênção de abundância para a terra, então Boreas é o espírito indomável por trás de uma força formidável. Sejam fora da lei vis ou terrores monstruosos que devastam o reino, ou até mesmo a escuridão rastejante do Abismo, tudo se despedaça diante de uma lâmina com o frio cortante do Vento do Norte.\nApós uma série de campanhas, qualquer perigo remanescente dentro do território foi completamente expurgado, e Mondstadt entrou numa era dourada de paz como nunca se viu antes.\nA paz chegou com tamanha aparente facilidade que as pessoas passaram a vê-la como a ordem natural das coisas. Surgiu um sentimento de que, numa era de paz, os Cavaleiros deveriam pendurar suas espadas e passar os dias encontrando gatos perdidos ou lidando com cachorros malcomportados...\nDepois de se tornar Grande Mestre, Varka abafou o burburinho e seguiu em frente com a próxima expedição.\nSeus primeiros anos como aventureiro serviam como um lembrete constante: a paz de que desfrutavam era um feliz acaso, a ausência de uma ameaça visível não significava que o perigo tivesse desaparecido.\nO Abismo ainda se alastrava no Norte, monstros ainda espreitavam sob as ondas, Durin ainda permanecia na Espinha do Dragão, Ursa apenas dormia em sono profundo... Qualquer um deles poderia despedaçar a frágil paz pela qual haviam lutado tanto para conquistar.\nOs veteranos que haviam pavimentado seu caminho tinham envelhecido: o Cavaleiro Presa de Leão Valentine, o Capitão da Cavalaria Feroux, o Capitão da Companhia de Atiradores Adorno... E, ainda assim, os cavaleiros da nova geração ainda tinham muito a aprender.\nVarka sabia, melhor do que ninguém, que seu próprio auge acabaria por definhar com o tempo.\nComo Grande Mestre, ele buscou comprar mais tempo para a próxima geração. Como um guerreiro por mérito próprio, queria testar seu valor contra os inimigos mais poderosos antes que seus melhores anos começassem a desvanecer.\nE assim, após confiar os assuntos de Mondstadt aos Cavaleiros veteranos e ao Inspetor Eroch, Varka partiu mais uma vez em outra expedição.\n...Mas, desta vez, Varka sofreu a derrota mais devastadora.\nEm seu próprio brilho ofuscante, o cavaleiro permaneceu cego para a própria sombra, onde a inveja e a malícia haviam começado a nascer.\nVarka nunca percebeu que, desde o dia em que retornou a Mondstadt e se juntou aos Cavaleiros de Favonius, uma semente distorcida já havia criado raízes no coração de Eroch.\nE quando os Segmentos do Dottore sussurraram sobre um poder e uma autoridade sem medida, a escuridão dentro de Eroch irrompeu como uma enchente.\n-Um andarilho que passa os dias ociosamente no exterior, aclamado como o Cavaleiro de Boreas mais forte da história?\nUm maníaco fora da lei que desrespeita todo código de cavalaria, mas impõe regras para o resto de nós?\nObsessões distorcidas e a passagem do tempo podem transformar amigos em inimigos com a mesma facilidade com que o vento muda de direção.\nO Inspetor, que deveria salvaguardar a ordem no lugar de Varka, pisoteou todos os princípios da justiça.\nEroch, o homem solenemente encarregado da segurança do selo, despertou um antigo horror de seu sono, tramando reivindicar o poder dos céus com o Dottore.\nQuando Varka voltou a derrubar inimigos formidáveis além das fronteiras, mantendo a linha de frente por Mondstadt nas fronteiras, notícias devastadoras chegaram de casa... seu velho amigo Crepus havia morrido em combate, e o Inspetor Eroch havia se tornado um traidor.\nVarka voltou às pressas e imediatamente começou a eliminar os cúmplices de Eroch. Ainda assim, as feridas que Eroch havia infligido a Mondstadt ao longo dos anos já eram profundas demais.\nEncurralado por Varka, sem ter para onde fugir, Eroch tirou a própria vida em meio a gargalhadas maníacas.\nAquelas gargalhadas não continham palavras, mas cada nota soava como uma zombaria clara e cruel ao Invencível Cavaleiro de Boreas, o Grande Mestre que Rivaliza com os Deuses:\n-Olhe para você. Até você pode falhar, até você pode tropeçar.\n-Você também não passa de um mero mortal."
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{
"Title": "História 4",
"Context": "Por mais formidável que seja o poder de uma pessoa, ainda que rivalize com o divino, ela não consegue proteger tudo.\nHá cantos deste vasto mundo que sempre permanecerão invisíveis; há tramas nesta vida imprevisível que sempre permanecerão imprevistas.\nA liberdade e a paz de Mondstadt foram conquistadas a um alto custo, e preservá-las é uma tarefa muito além do alcance de um único homem, ou de um único deus. Nunca se está preparado demais.\nE assim, os Cavaleiros de Favonius precisam acompanhar os tempos.\nA Companhia de Longo Alcance deve ser equipada com novas armas de fogo para reforçar seu poder de parada, enquanto a Companhia de Suporte deve desenvolver fortificações modernas para se adaptar às mudanças no campo de batalha...\nNão é preciso depender apenas do brilho de alguns heróis excepcionais. A evolução de táticas e equipamentos pode melhorar de forma concreta a eficácia em combate e a sobrevivência de cada cavaleiro.\nE assim, os Cavaleiros de Favonius precisam cultivar um legado que perdure.\nUma nova geração de cavaleiros, que ele viu crescer, agora estava encontrando seu lugar. Muitos já servem como a nova espinha dorsal da ordem.\nAinda assim, existem aqueles que ainda não compreenderam de verdade o que significa ser um cavaleiro, nem estão prontos para suportar o peso desse título, assim como Varka já esteve.\nE por isso, Mondstadt precisa de aliados resolutos e confiáveis.\nSob a mediação do Arconte Anemo, Varka tomou seu lugar na Conferência Tripartite. Com charme astuto e língua afiada, ele tentou conquistar uma maga que caminhava além das regras do mundo.\n\"Eu nunca esperaria que um cavaleiro tivesse tanta lábia... Cheguei a pensar se Barbatos não estava sussurrando falas no ouvido dele.\" Essa foi a avaliação de Alice sobre a atuação de Varka.\nPor fim, as magas puseram seus nomes no pacto. Talvez as palavras dele não tenham mexido com elas... Ou talvez tivessem suas próprias motivações.\nDe toda forma, com esse pacto firmado, Mondstadt garantiu mais uma salvaguarda para seu futuro.\n...\nConforme o pacto, o julgamento forjado do poder combinado das bruxas fora finalmente concluído. Varka, que não tinha se soltado em muito tempo, podia finalmente deixar todos os deveres mundanos de lado e se perder numa luta verdadeiramente emocionante.\nNo fim do julgamento, as bruxas pediram ao cavaleiro para fazer um desejo, mas o cavaleiro não tinha o que pedir. A cidade que ele buscava proteger estava segura e o poder que ele desejava, ele tomaria com as próprias mãos.\nE então, num impulso, Varka perguntou se poderia dar uma espiada no Hydroprofetizador de Barbeloth. Só para satisfazer aquela súbita centelha de curiosidade.\nAntes mesmo que o frenesi da batalha pudesse se dissipar, Varka vislumbrou o desígnio do destino refletido no Hydroprofetizador.\nO que a água refletia era, ao mesmo tempo, uma visão de glória sem limites e de sofrimento sem fim.\nEle viu as lendas que idolatrava desde a infância presas numa luta contra dragões de verdade. Viu-as superar os próprios limites no calor de uma batalha ensanguentada, tornando-se os heróis de seus sonhos em meio ao rugido da multidão.\nMas também viu uma calamidade sombria se espalhando pelas terras de Nod-Krai e Snezhnaya, e ouviu os lamentos de desconhecidos ecoando das profundezas dos campos de neve.\nPor que se tornar um cavaleiro? Quando era mais jovem, Varka já tinha dado a si mesmo uma resposta: proteger aqueles que amava e proteger aqueles que o amavam em troca.\nAgora, o destino o recebeu com uma pergunta mais fria, mais cortante: um cavaleiro ainda lutaria por aqueles que talvez nem soubessem seu nome?\nSe o destino era ousado o bastante para mostrar suas cartas, por que não jogar com a mão que lhe coube? Mesmo que uma sombra pairasse sobre o futuro de Mondstadt, por que abandonar seus sonhos agora para ir atrás de sombras no Norte?\nNão havia necessidade de hesitar. O indomável Vento do Norte nunca seguiu nada além dos próprios caprichos. E toda criança de Mondstadt, nascida na liberdade, carrega a mesma resposta no coração.\n\"Nós não nos curvaremos diante de tirano algum, mesmo que esse tirano seja o próprio destino!\""
"Context": "Por mais formidável que seja o poder de uma pessoa, ainda que rivalize com o divino, ela não consegue proteger tudo.\nHá cantos deste vasto mundo que sempre permanecerão invisíveis; há tramas nesta vida imprevisível que sempre permanecerão imprevistas.\nA liberdade e a paz de Mondstadt foram conquistadas a um alto custo, e preservá-las é uma tarefa muito além do alcance de um único homem, ou de um único deus. Nunca se está preparado demais.\nE assim, os Cavaleiros de Favonius precisam acompanhar os tempos.\nA Companhia de Longo Alcance deve ser equipada com novas armas de fogo para reforçar seu poder de parada, enquanto a Companhia de Suporte deve desenvolver fortificações modernas para se adaptar às mudanças no campo de batalha...\nNão é preciso depender apenas do brilho de alguns heróis excepcionais. A evolução de táticas e equipamentos pode melhorar de forma concreta a eficácia em combate e a sobrevivência de cada cavaleiro.\nE assim, os Cavaleiros de Favonius precisam cultivar um legado que perdure.\nUma nova geração de cavaleiros, que ele viu crescer, agora estava encontrando seu lugar. Muitos já servem como a nova espinha dorsal da ordem.\nAinda assim, existem aqueles que ainda não compreenderam de verdade o que significa ser um cavaleiro, nem estão prontos para suportar o peso desse título, assim como Varka já esteve.\nE por isso, Mondstadt precisa de aliados resolutos e confiáveis.\nSob a mediação do Arconte Anemo, Varka tomou seu lugar na Conferência Tripartite. Com charme astuto e língua afiada, ele tentou conquistar uma maga que caminhava além das regras do mundo.\n\"Eu nunca esperaria que um cavaleiro tivesse tanta lábia... Cheguei a pensar se Barbatos não estava sussurrando falas no ouvido dele.\" Essa foi a avaliação de Alice sobre a atuação de Varka.\nPor fim, as magas puseram seus nomes no pacto. Talvez as palavras dele não tenham mexido com elas... Ou talvez tivessem suas próprias motivações.\nDe toda forma, com esse pacto firmado, Mondstadt garantiu mais uma salvaguarda para seu futuro.\n...\nConforme o pacto, o julgamento forjado do poder combinado das bruxas fora finalmente concluído. Varka, que não tinha se soltado em muito tempo, podia finalmente deixar todos os deveres mundanos de lado e se perder numa luta verdadeiramente emocionante.\nNo fim do julgamento, as bruxas pediram ao cavaleiro para fazer um desejo, mas o cavaleiro não tinha o que pedir. A cidade que ele buscava proteger estava segura e o poder que ele desejava, ele tomaria com as próprias mãos.\nE então, num impulso, Varka perguntou se poderia dar uma espiada no Hydroprofetizador de Barbeloth. Só para satisfazer aquela súbita centelha de curiosidade.\nAntes mesmo que o frenesi da batalha pudesse se dissipar, Varka vislumbrou o desígnio do destino refletido no Hydroprofetizador.\nO que a água refletia era, ao mesmo tempo, uma visão de glória sem limites e de sofrimento sem fim.\nEle viu as lendas que idolatrava desde a infância presas numa luta contra dragões de verdade. Viu-as superar os próprios limites no calor de uma batalha ensanguentada, tornando-se os heróis de seus sonhos em meio ao rugido da multidão.\nMas também viu uma calamidade sombria se espalhando pelas terras de Nod-Krai e Snezhnaya, e ouviu os lamentos de desconhecidos ecoando das profundezas dos campos de neve.\nPor que se tornar um cavaleiro? Quando era mais jovem, Varka já tinha dado a si mesmo uma resposta: proteger aqueles que amava e proteger aqueles que o amavam em troca.\nAgora, o destino o recebeu com uma pergunta mais fria, mais cortante: um cavaleiro ainda lutaria por aqueles que talvez nem soubessem seu nome?\nSe o destino era ousado o bastante para mostrar suas cartas, por que não jogar com a mão que lhe foi dada? Mesmo que uma sombra pairasse sobre o futuro de Mondstadt, por que abandonar seus sonhos agora para ir atrás de sombras no Norte?\nNão havia necessidade de hesitar. O indomável Vento do Norte nunca seguiu nada além dos próprios caprichos. E toda criança de Mondstadt, nascida na liberdade, carrega a mesma resposta no coração.\n\"Nós não nos curvaremos diante de tirano algum, mesmo que esse tirano seja o próprio destino!\""
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{
"Title": "História 5",
"Context": "Há inúmeras formas de se divertir com Trupe de Mesa, um jogo popular em muitas nações. Até mesmo a força expedicionária faz uso dele, organizando partidas durante as horas de lazer para ajudar a ampliar o pensamento estratégico dos cavaleiros.\nOs tradicionalistas insistem que a interpretação e a narrativa são o coração do jogo. Mas todo jogo tem suas regras e, enquanto houver regras, sempre haverá jogadores buscando levá-las ao limite absoluto.\n\"Meu 'Personagem' é um cavaleiro honrado e justo, mas eu já cruzei caminho com uma lâmina amaldiçoada! Para suprimir a malevolência dela, não tive escolha senão carregá-la comigo o tempo todo...\"\n\"E enquanto sou meramente um bardo comum, os rumores que ouvi nas tavernas do interior me ensinaram muitos segredos sobre as profundezas ocultas da magia...\"\nAlém disso, você encontrará pessoas que insistem em colocar esses \"Personagens\" uns contra os outros para ver quem sai vitorioso.\n\"Um Mestre de Qi de alto nível consegue atacar cinco vezes em um turno? E saltar para tetos de uma vez só? Isso é poderoso demais!\"\n\"Mas o que acontece quando eles encontram magia? Eles seriam alvos fáceis! Usuários de magia são obviamente superiores, eles podem remodelar o próprio mundo.\"\n\"Não, não, olhe só isso. Um bardo heroico consegue lançar feitiços enquanto ataca, e se eles experimentaram essas outras funções... Eles não só podem lançar feitiços, como também atingem o alvo vinte vezes num único turno!\"\n\"Você tá só explorando um falha nas regras!\" \"Mas tá escrito exatamente assim no livro das regras!\"\nSempre que um impasse desse surgia na mesa da força expedicionária, toda a discussão acabava em uma coisa:\n\"Grande Mestre, qual é sua decisão?\"\nComo Grande Mestre e Mestre do Jogo, a resposta de Varka era bem direta.\n\"Ekbert, seu Mestre do Qi tá preso entre seis paredes invisíveis.\" \"Ugh...!\"\n\"Winfried, um Dragarto das Profundezas arrastou você para debaixo d'água. Você não consegue lançar feitiços agora.\" \"Uh...\"\n\"Leifhelm... Segundo as regras, você pode lançar feitiços enquanto ataca.\" \"Ha! Eu disse que era o mais forte!\"\n\"Nesse caso, agora você tá enfrentando um beemote que reflete esses feitiços. Pode ir nos seu ritmo.\"\nApós algumas rodadas de choro, todos os três personagens dos cavaleiros foram tragicamente \"eliminados\".\n\"...Uma única pessoa tem um limite de força. Os perigos por aí nunca acabam. Com sorte, só estamos jogando no momento, não enfrentando o Abismo.\"\nVarka derrubou a última peça de xadrez representando um personagem sem hesitação.\n\"Na próxima vez, lembrem de investigar o inimigo e atribuir funções antes de correr pra batalha! Até Lohen sabe que Trupe de Mesa não é um jogo de um jogador!\"\n...\nCom os anos passageiros e sabedoria limitada da vida humana, ninguém é uma ilha, especialmente contra os vários inimigos neste mundo.\nSomente quando brasas espalhadas são reunidas, cada uma acendendo o espaço à frente, é que suas luzes se misturam e podem rivalizar as estrelas e a lua.\n\"Para vocês, a alma de um Deus não é um presente. É um veneno letal. A força da humanidade é ganha com muito esforço. Você tem certeza que deseja fazer isso?\"\nNa véspera da partida da força expedicionária, o Dominador dos Lobos fez essa pergunta ao cavaleiro visitante.\n\"Com certeza não sou o único capaz de derrotar o Deus do Vento Norte.\"\nVarka sorriu como sempre fez, como se fosse nada mais do que uma tarefa comum prestes a acontecer.\n\"Mas ao longo da história, os únicos que podem realmente 'responder' ao Deus do Vento Norte foram os Cavaleiros de Boreas. Estou errado?\"\n\"...Parece que você mudou.\"\nO Lobo do Norte fechou os olhos. Por um momento, foi como se ele pudesse ver aquele cavaleiro jovem e vigoroso mais uma vez, um jovem que desafiara ele repetidamente numa busca implacável pelo apogeu da força.\n\"No passado, você nunca teria desperdiçado o próprio poder assim.\"\n\"Encontrei algo muito mais precioso do que mero poder. Algo que defendo com muito mais estima.\"\nA luz da manhã foi filtrada pela névoa e se entrelaçou pelos galhos do Reino dos Lobos, se espalhando pela armadura do cavaleiro. Seja um truque ou algo mais, a brisa selvagem carregou ecos da cidade distante.\nOs gritos alegres das crianças, as reclamações inofensivas dos mais velhos. O golpe rítmico de um martelo na bigorna, o tintilar de taças com bons vinhos. Com as bandeiras tremendo ao vento; os cavaleiros ficaram em formação.\n\"Além disso, quanto a esse meu 'poder'...\"\nVarka passou a mão pelo seu Espadão marcado por batalhas, então o posicionou sobre seu ombro mais uma vez.\n\"...É cada pessoa ao meu lado.\""
"Context": "Há inúmeras formas de se divertir com a Trupe de Mesa, um jogo popular em muitas nações. Até mesmo a força expedicionária faz uso dele, organizando partidas durante as horas de lazer para ajudar a ampliar o pensamento estratégico dos cavaleiros.\nOs tradicionalistas insistem que a interpretação e a narrativa são o coração do jogo. Mas todo jogo tem suas regras e, enquanto houver regras, sempre haverá jogadores buscando levá-las ao limite absoluto.\n\"Meu 'Personagem' é um cavaleiro honrado e justo, mas eu já cruzei caminho com uma lâmina amaldiçoada! Para suprimir a malevolência dela, não tive escolha senão carregá-la comigo o tempo todo...\"\n\"E enquanto sou meramente um bardo comum, os rumores que ouvi nas tavernas do interior me ensinaram muitos segredos sobre as profundezas ocultas da magia...\"\nAlém disso, você encontrará pessoas que insistem em colocar esses \"Personagens\" uns contra os outros para ver quem sai vitorioso.\n\"Um Mestre de Qi de alto nível consegue atacar cinco vezes em um turno? E saltar nos telhados com um único pulo? Isso é poderoso demais!\"\n\"Mas o que acontece quando eles encontram magia? Eles seriam alvos fáceis! Usuários de magia são obviamente superiores, eles podem remodelar o próprio mundo.\"\n\"Não, não, olhe só isso. Um bardo heroico consegue lançar feitiços enquanto ataca, e se eles experimentaram essas outras funções... Eles não só podem lançar feitiços, como também atingem o alvo vinte vezes num único turno!\"\n\"Você tá só explorando um falha nas regras!\" \"Mas tá escrito exatamente assim no livro das regras!\"\nSempre que um impasse desse surgia na mesa da força expedicionária, toda a discussão acabava em uma coisa:\n\"Grande Mestre, qual é sua decisão?\"\nComo Grande Mestre e Mestre do Jogo, a resposta de Varka era bem direta.\n\"Ekbert, seu Mestre do Qi tá preso entre seis paredes invisíveis.\" \"Ugh...!\"\n\"Winfried, um Dragarto das Profundezas arrastou você para debaixo d'água. Você não consegue lançar feitiços agora.\" \"Uh...\"\n\"Leifhelm... Segundo as regras, você pode lançar feitiços enquanto ataca.\" \"Ha! Eu disse que era o mais forte!\"\n\"Nesse caso, agora você tá enfrentando um monstrão que reflete esses feitiços. Pode ir no seu ritmo.\"\nApós algumas rodadas de choro, todos os três personagens dos cavaleiros foram tragicamente \"eliminados\".\n\"...Uma única pessoa tem um limite de força. Os perigos por aí nunca acabam. Com sorte, só estamos jogando no momento, não enfrentando o Abismo.\"\nVarka derrubou a última peça de xadrez representando um personagem sem hesitação.\n\"Na próxima vez, lembrem de investigar o inimigo e atribuir funções antes de correr pra batalha! Até Lohen sabe que Trupe de Mesa não é um jogo de um jogador!\"\n...\nCom os anos passageiros e sabedoria limitada da vida humana, ninguém é uma ilha, especialmente contra os vários inimigos neste mundo.\nSomente quando brasas espalhadas são reunidas, cada uma acendendo o espaço à frente, é que suas luzes se misturam e podem rivalizar as estrelas e a lua.\n\"Para vocês, a alma de um Deus não é um presente. É um veneno letal. A força da humanidade é ganha com muito esforço. Você tem certeza que deseja fazer isso?\"\nNa véspera da partida da força expedicionária, o Dominador dos Lobos fez essa pergunta ao cavaleiro visitante.\n\"Com certeza não sou o único capaz de derrotar o Deus do Vento do Norte.\"\nVarka sorriu como sempre fez, como se fosse nada mais do que uma tarefa comum prestes a acontecer.\n\"Mas ao longo da história, os únicos que podem realmente 'responder' ao Deus do Vento do Norte foram os Cavaleiros de Boreas. Estou errado?\"\n\"...Parece que você mudou.\"\nO Lobo do Norte fechou os olhos. Por um momento, foi como se ele pudesse ver aquele cavaleiro jovem e vigoroso mais uma vez, um jovem que desafiara ele repetidamente numa busca implacável pelo apogeu da força.\n\"No passado, você nunca teria desperdiçado o próprio poder assim.\"\n\"Encontrei algo muito mais precioso do que mero poder. Algo que defendo com muito mais estima.\"\nA luz da manhã foi filtrada pela névoa e se entrelaçou pelos galhos do Reino dos Lobos, se espalhando pela armadura do cavaleiro. Seja um truque ou algo mais, a brisa selvagem carregou ecos da cidade distante.\nOs gritos alegres das crianças, as reclamações inofensivas dos mais velhos. O golpe rítmico de um martelo na bigorna, o tintilar de taças com bons vinhos. Com as bandeiras tremendo ao vento; os cavaleiros ficaram em formação.\n\"Além disso, quanto a esse meu 'poder'...\"\nVarka passou a mão pelo seu Espadão marcado por batalhas, então o posicionou sobre seu ombro mais uma vez.\n\"...É cada pessoa ao meu lado.\""
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{
"Title": "Canção do Retorno do Lobo",
"Context": "Dizem que o cavaleiro conhecido como Boreas cantarolava essa canção na taverna toda vez que ele retornava de uma caçada a monstros.\nAs origens daquela canção, similar ao próprio nome do cavaleiro, foi perdido ao tempo. Talvez fosse o eco remanescente que ele trouxe de volta de uma terra distante, ou uma melodia que ele pegou pelo vento por acaso. Ou, talvez tenha sido uma cantiga composta por um música destituído em lugar do pagamento após ser resgatado pelo cavaleiro.\nEm todo caso, a melodia conquistou claramente o coração do cavaleiro. Ele a cantarolava milhares de vezes sem nunca cansar dela. E já que ele sempre cantarolava a melodia ao retornar, ela se tornou um sinal para todos eventualmente. Sempre que os clientes da taverna ouviam aquela canção, eles sabiam que o cavaleiro retornara triunfante. E sempre que o povo da cidade a ouvia, eles sabiam que os monstros além das muralhas haviam sido derrotados.\nMais tarde, o companheiro do cavaleiro permaneceu para sempre na terra do vento, enquanto o próprio cavaleiro partiu em uma nova jornada. Desde então, parece que a melodia se desvaneceu da memória.\nAnos mais tarde, o filho do ferreiro, Ravenwood, brandiu o Espadão sob o nome de Boreas mais uma vez. Conforme as multidões torciam, eles uniram suas vozes na canção de retorno do cavaleiro mais uma vez.\nAssim, a melodia permaneceu para sempre em Mondstadt com o título de Boreas. Transmitido por gerações por bardos, há muito foi entrelaçada em incontáveis versões e uma multitude de lendas.\nDizem as lendas que as tropas de Arundolyn, o Leão da Luz, cantaram no passado um hino vibrante de vitória conforme varreram o norte, expurgando as calamidades que assolavam a terra.\nAs lendas contam como Rostam, o \"Filhote de Lobo\", uma vez ouviu uma melodia suave sob as estrelas, chegando pacificamente à terra dos sonhos.\nAssim, a letra da canção ficou maior e maior a cada ano, como se fosse uma épica heroica que jamais poderia chegar ao fim.\n...\nFoi a primeira expedição de Varka desde que se tornara Grande Mestre. Mantendo a tradição, os cavaleiros se reuniram no campo de treinamento, cantando canções antigas para orar pela vitória e por um retorno seguro.\nApós concluir a reunião com um breve discurso, Varka abriu a porta do seu escritório só para descobrir que alguém deixara uma caixa de presente grande na mesa dele.\n\"A espada na antemão que você tem usado está além de reparos, não é? É melhor você trocar por uma nova imediatamente.\"\n\"Com o jeito que você usa uma espada, até a melhor delas não é nada além de um consumível... Espero que essa dure um pouco mais tempo em suas mãos.\"\n\"Além disso, feliz aniversário. Você pode ter esquecido, mas nós ainda lembramos.\"\nVirando a carta, ele encontrou as assinaturas e um pós-escrito no verso.\n\"Seamus, Frederica, Valentine e todos os Cavaleiros de Favonius.\"\n\"Também discutimos sobre qual é o nome dessa espada por muito tempo. Infelizmente não conseguimos concordar com nada, então achamos melhor deixar o mestre dela decidir.\"\nNo campo de treinamento, a cantoria dos cavaleiros continuava. Mesmo através de várias paredes de pedra espessas, as vozes permaneciam claramente audíveis.\nSegurando o aço frio do cabo, ele apontou a espada em direção ao luar distante do lado de fora da janela. Um surto infinito de poesia e canção cresceu no coração de Varka, ecoando alto:\nTriunfo! Pela justiça e bravura indômita!"
"Context": "Dizem que o cavaleiro conhecido como Boreas cantarolava essa canção na taverna toda vez que ele retornava de uma caçada a monstros.\nAs origens daquela canção, similar ao próprio nome do cavaleiro, foi perdido ao tempo. Talvez fosse o eco remanescente que ele trouxe de volta de uma terra distante, ou uma melodia que ele pegou pelo vento por acaso. Ou, talvez tenha sido uma cantiga composta por um músico destituído em lugar do pagamento após ser resgatado pelo cavaleiro.\nEm todo caso, a melodia conquistou claramente o coração do cavaleiro. Ele a cantarolava milhares de vezes sem nunca cansar dela. E já que ele sempre cantarolava a melodia ao retornar, ela se tornou um sinal para todos eventualmente. Sempre que os clientes da taverna ouviam aquela canção, eles sabiam que o cavaleiro retornara triunfante. E sempre que o povo da cidade a ouvia, eles sabiam que os monstros além das muralhas haviam sido derrotados.\nMais tarde, o companheiro do cavaleiro permaneceu para sempre na terra do vento, enquanto o próprio cavaleiro partiu em uma nova jornada. Desde então, parece que a melodia se desvaneceu da memória.\nAnos mais tarde, o filho do ferreiro, Ravenwood, brandiu o Espadão sob o nome de Boreas mais uma vez. Conforme as multidões torciam, eles uniram suas vozes na canção de retorno do cavaleiro mais uma vez.\nAssim, a melodia permaneceu para sempre em Mondstadt com o título de Boreas. Transmitido por gerações por bardos, há muito foi entrelaçada em incontáveis versões e uma multitude de lendas.\nDizem as lendas que as tropas de Arundolyn, o Leão da Luz, cantaram no passado um hino vibrante de vitória conforme varreram o norte, expurgando as calamidades que assolavam a terra.\nAs lendas contam como Rostam, o \"Filhote de Lobo\", uma vez ouviu uma melodia suave sob as estrelas, chegando pacificamente à terra dos sonhos.\nAssim, a letra da canção ficou maior e maior a cada ano, como se fosse uma épica heroica que jamais poderia chegar ao fim.\n...\nFoi a primeira expedição de Varka desde que se tornara Grande Mestre. Mantendo a tradição, os cavaleiros se reuniram no campo de treinamento, cantando canções antigas para orar pela vitória e por um retorno seguro.\nApós concluir a reunião com um breve discurso, Varka abriu a porta do seu escritório só para descobrir que alguém deixara uma caixa de presente grande na mesa dele.\n\"A espada que você tem usado está irreparável, não é? É melhor você trocar por uma nova imediatamente.\"\n\"Com o jeito que você usa uma espada, até a melhor delas não é nada além de um consumível... Espero que essa dure um pouco mais tempo em suas mãos.\"\n\"Além disso, feliz aniversário. Você pode ter esquecido, mas nós ainda lembramos.\"\nVirando a carta, ele encontrou as assinaturas e um pós-escrito no verso.\n\"Seamus, Frederica, Valentine e todos os Cavaleiros de Favonius.\"\n\"Também discutimos sobre qual é o nome dessa espada por muito tempo. Infelizmente não conseguimos concordar com nada, então achamos melhor deixar o mestre dela decidir.\"\nNo campo de treinamento, a cantoria dos cavaleiros continuava. Mesmo através de várias paredes de pedra espessas, as vozes permaneciam claramente audíveis.\nSegurando o aço frio do cabo, ele apontou a espada em direção ao luar distante do lado de fora da janela. Um surto infinito de poesia e canção cresceu no coração de Varka, ecoando alto:\nTriunfo! Pela justiça e bravura indômita!"
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{
"Title": "Visão",
"Context": "Mesmo sem o favor de uma Visão, a humanidade ainda é capaz de feitos monumentais.\nEm Natlan, o rei humano levou heróis em direção ao trono divino. Em Fontaine, um gênio mapeou o destino do mundo pela numerologia. E em Liyue, os grandes mestres da lança e da espada dominaram as terras, irrivalizados.\nEm várias eras, pelas infinitas marés da humanidade, sempre surgirá aquelas variáveis que desafiam a ordem natural das coisas.\nEm Mondstadt também houve um cavaleiro que nunca fora abençoado com uma Visão. Ele atingiu o auge da força com poder e velocidade pura, empunhando um Espadão em uma mão e uma espada longa em outra, executando uma dança de espadas que beirava o divino.\nMas tal talento extraordinário era um mero golpe de sorte. Desde o falecimento do Leão da Luz, Mondstadt ficou sem um herdeiro à sua genialidade. Mesmo aquele considerado o \"Cavaleiro Perfeito\", a grande esperança tanto do Filhote de Lobo quanto do Leão da Luz, se perdeu para uma cruzada sanguinolenta antes que pudesse dominar a dança.\nEntre os cavaleiros de gerações futuras, muitos dominaram tanto o Espadão quanto a espada longa. Mas ninguém jamais se equiparou ao original, empunhando ambas as lâminas como extensões do próprio braço.\n...\nQuando ele problema se apresentou a Varka, até ele se sentiu empacado.\nEle obviamente não carecia da força física pura para rivalizar o Leão da Luz. Contudo, ele descobriu logo que empunhar duas armas não requeria apenas força bruta, como também técnica precisa. Sem ela, até as tentativas mais poderosas o deixavam esgotado e instável, cada movimento compensando o último. Para ele, se provou muito menos eficiente do que a velocidade pura de uma espada solitária.\nNos registros dos Cavaleiros, os estudos daquela dança das lâminas não trazem qualquer descrição de sua técnica. Ao que tudo indica, os predecessores de Varka se concentraram tanto na ferocidade que subestimaram sua sutileza.\nMas isso pouco importava. Embora a forma completa da dança das lâminas já tivesse se apagado da memória, havia alguém no Reino dos Lobos que talvez tivesse visto o Leão da Luz no auge de sua glória.\nNaquela época, o jovem cavaleiro, ousado e imprudente, era do tipo que agia por impulso. Então, com um jarro de vinho em uma mão e duas lâminas presas às costas, ele marchou rumo às colinas.\n...\nUm dia se passou, depois dois. O Grande Rei Lobo do Norte uivou e rugiu, e Varka apanhou tanto que acabou uivando junto com ele.\nTrês dias, depois quatro. Os uivos e rugidos começaram a se dissipar, substituídos pelo som cada vez mais nítido e agudo do aço se chocando contra presas e garras.\nMesmo ao longo de milhares de anos, até onde Lupus Boreas conseguia se lembrar, eram poucos e raros os desafiantes como aquele.\nEmbora a prova já tivesse sido vencida havia muito tempo, ele continuava investindo, uma e outra vez. Já havia conquistado o favor de um deus, mas ainda assim era seu crítico mais implacável.\nMas... outra pergunta corroía Lupus Boreas.\nDepois de mais um choque que terminou em empate, ele voltou o olhar para o cavaleiro, que virava um jarro de bebida forte.\n\"Humano... Sua força é absoluta, sua convicção é um fogo ardente... Nesta era, o título de Boreas é legitimamente seu.\" Lupus Boreas ficou em silêncio por um instante. \"...Então por que o olhar dos céus ainda não recaiu sobre você?\"\n\"O olhar dos céus? ...Ah, está falando da minha Visão? Está bem aqui.\"\nCom um dar de ombros despreocupado, Varka revelou uma joia brilhante e cintilante que ele mantinha presa atrás da cintura.\n\"Acho que ela simplesmente apareceu no meu copo enquanto eu bebia um dia... Ou talvez eu a tenha encontrado entre os meus espólios após uma aventura?\"\n\"O olho do céu esteve sobre você todo esse tempo? Então por que você não recorre ao poder dele?\"\n\"Bem, se Arundolyn conseguiu criar sua dança de lâminas sem uma Visão, então é justo que eu a recrie nas mesmas condições.\"\nLevantando-se sem pressa, Varka sacudiu os braços e firmou novamente a empunhadura de suas espadas.\n\"E quanto ao que vem a seguir... Já recuperou o fôlego, ó Grande Rei Lobo?\"\nSuas espadas se cruzaram. Pela primeira vez em muito tempo, a Visão em sua cintura brilhou com uma luz intensa e ofuscante.\n\"-Agora, vou superá-lo!\"\nAprender, herdar e, então, transcender.\nÉ isso que a humanidade sempre fez de melhor."
"Context": "Mesmo sem o favor de uma Visão, a humanidade ainda é capaz de feitos monumentais.\nEm Natlan, o rei humano levou heróis em direção ao trono divino. Em Fontaine, um gênio mapeou o destino do mundo pela numerologia. E em Liyue, os grandes mestres da lança e da espada dominaram as terras, irrivalizados.\nEm várias eras, pelas infinitas marés da humanidade, sempre surgirá aquelas variáveis que desafiam a ordem natural das coisas.\nEm Mondstadt também houve um cavaleiro que nunca fora abençoado com uma Visão. Ele atingiu o auge da força com poder e velocidade pura, empunhando um Espadão em uma mão e uma espada longa em outra, executando uma dança de espadas que beirava o divino.\nMas tal talento extraordinário era um mero golpe de sorte. Desde o falecimento do Leão da Luz, Mondstadt ficou sem um herdeiro à sua genialidade. Mesmo aquele considerado o \"Cavaleiro Perfeito\", a grande esperança tanto do Filhote de Lobo quanto do Leão da Luz, se perdeu para uma cruzada sanguinolenta antes que pudesse dominar a dança.\nEntre os cavaleiros de gerações futuras, muitos dominaram tanto o Espadão quanto a espada longa. Mas ninguém jamais se equiparou ao original, empunhando ambas as lâminas como extensões do próprio braço.\n...\nQuando esse problema se apresentou a Varka, até ele se sentiu empacado.\nEle obviamente não carecia da força física pura para rivalizar o Leão da Luz. Contudo, ele descobriu logo que empunhar duas armas não requeria apenas força bruta, como também técnica precisa. Sem ela, até as tentativas mais poderosas o deixavam esgotado e instável, cada movimento compensando o último. Para ele, se provou muito menos eficiente do que a velocidade pura de uma espada solitária.\nNos registros dos Cavaleiros, os estudos daquela dança das lâminas não trazem qualquer descrição de sua técnica. Ao que tudo indica, os predecessores de Varka se concentraram tanto na ferocidade que subestimaram sua sutileza.\nMas isso pouco importava. Embora a forma completa da dança das lâminas já tivesse se apagado da memória, havia alguém no Reino dos Lobos que talvez tivesse visto o Leão da Luz no auge de sua glória.\nNaquela época, o jovem cavaleiro, ousado e imprudente, era do tipo que agia por impulso. Então, com um jarro de vinho em uma mão e duas lâminas presas às costas, ele marchou rumo às colinas.\n...\nUm dia se passou, depois dois. O Grande Rei Lobo do Norte uivou e rugiu, e Varka apanhou tanto que acabou uivando junto com ele.\nTrês dias, depois quatro. Os uivos e rugidos começaram a se dissipar, substituídos pelo som cada vez mais nítido e agudo do aço se chocando contra presas e garras.\nMesmo ao longo de milhares de anos, até onde Lupus Boreas conseguia se lembrar, eram poucos e raros os desafiantes como aquele.\nEmbora a prova já tivesse sido vencida havia muito tempo, ele continuava investindo, uma e outra vez. Já havia conquistado o favor de um deus, mas ainda assim era seu crítico mais implacável.\nMas... outra pergunta corroía Lupus Boreas.\nDepois de mais um choque que terminou em empate, ele voltou o olhar para o cavaleiro, que virava um jarro de bebida forte.\n\"Humano... Sua força é absoluta, sua convicção é um fogo ardente... Nesta era, o título de Boreas é legitimamente seu.\" Lupus Boreas ficou em silêncio por um instante. \"...Então por que o olhar dos céus ainda não recaiu sobre você?\"\n\"O olhar dos céus? ...Ah, está falando da minha Visão? Está bem aqui.\"\nCom um dar de ombros despreocupado, Varka revelou uma joia brilhante e cintilante que ele mantinha presa atrás da cintura.\n\"Acho que ela simplesmente apareceu no meu copo enquanto eu bebia um dia... Ou talvez eu a tenha encontrado entre os meus espólios após uma aventura?\"\n\"O olho do céu esteve sobre você todo esse tempo? Então por que você não recorre ao poder dele?\"\n\"Bem, se Arundolyn conseguiu criar sua dança de lâminas sem uma Visão, então é justo que eu a recrie nas mesmas condições.\"\nLevantando-se sem pressa, Varka sacudiu os braços e firmou novamente a empunhadura de suas espadas.\n\"E quanto ao que vem a seguir... Já recuperou o fôlego, ó Grande Rei Lobo?\"\nSuas espadas se cruzaram. Pela primeira vez em muito tempo, a Visão em sua cintura brilhou com uma luz intensa e ofuscante.\n\"-Agora, vou superá-lo!\"\nAprender, herdar e, então, transcender.\nÉ isso que a humanidade sempre fez de melhor."
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