{ "Id": 10000148, "PromoteId": 148, "Sort": 119, "Body": 1, "Icon": "UI_AvatarIcon_Alyosha", "SideIcon": "UI_AvatarIcon_Side_Alyosha", "Name": "Alyosha", "Description": "Um \"caçador profissional\" que domina os campos de neve de Snezhnaya. 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uma certa quantidade de Stamina para avançar em frente, causando Dano aos inimigos pelo caminho.\n\nAtaque Imersivo\nMergulha em pleno ar para golpear o chão, causando dano aos inimigos ao longo do caminho e infligindo Dano em uma AdE durante o impacto.", "SpecialEnergyType": 0, "Icon": "Skill_A_03" }, { "GroupId": 14832, "Proud": { "Descriptions": [ "Dano de Pressionar|{param1:F1P}", "Dano ao Manter Pressionado|{param2:F1P}", "Recarga|{param3:F1}s", "Duração de Selo da Caçada|{param4:F1}s", "Aumento de ATQ de Mira do Caçador|{param5:F1P}", "Duração de Mira do Caçador|{param6:F1}s" ], "Parameters": [ { "Id": 1483201, "Level": 1, "Parameters": [ 2.8672, 3.584, 15, 15, 0.1166, 15 ] }, { "Id": 1483202, "Level": 2, "Parameters": [ 3.08224, 3.8528, 15, 15, 0.1272, 15 ] }, { "Id": 1483203, "Level": 3, "Parameters": [ 3.29728, 4.1216, 15, 15, 0.1378, 15 ] }, { "Id": 1483204, "Level": 4, "Parameters": [ 3.584, 4.48, 15, 15, 0.1484, 15 ] }, { "Id": 1483205, "Level": 5, "Parameters": [ 3.79904, 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gera efeitos diferentes se Pressionar ou Manter Pressionado, e ao atingir o inimigo, aplica {LINK#N11480001}Selo da Caçada{/LINK}.\n\nPressionar\nDispara em frente causando Dano Electro em AdE.\n\nManter Pressionado\nEntra no modo de mira, seleciona os alvos dentro de uma área específica à sua frente e aumenta a RES contra Interrupção de Alyosha nesse estado.\nQuando terminar de Manter Pressionado, causa Dano Electro contra os inimigos selecionados.\n\nUma vez, um caçador imprudente escalou a ponta de uma lança. Ele teve sorte de sobreviver a essa lição de sangue, e foi assim que aprendeu a essência da sobrevivência nas planícies nevadas.", "SpecialEnergyType": 0, "Icon": "Skill_S_Alyosha_01", "CdTime": 15 } ], "EnergySkill": { "GroupId": 14839, "Proud": { "Descriptions": [ "Dano do Campo de Caça Eletrizante|{param1:F1P}", "Dano de Tugarin|{param2:F1P}", "Duração|{param3:F1}s", "Tempo de Recarga|{param4:F1}s", "Energia Elemental|{param5:I}" ], "Parameters": [ { "Id": 1483901, "Level": 1, "Parameters": [ 0.7496, 0.502232, 14, 18, 70 ] }, { "Id": 1483902, "Level": 2, "Parameters": [ 0.80582, 0.539899, 14, 18, 70 ] }, { "Id": 1483903, "Level": 3, "Parameters": [ 0.86204, 0.577567, 14, 18, 70 ] }, { "Id": 1483904, "Level": 4, "Parameters": [ 0.937, 0.62779, 14, 18, 70 ] }, { "Id": 1483905, "Level": 5, "Parameters": [ 0.99322, 0.665457, 14, 18, 70 ] }, { "Id": 1483906, "Level": 6, "Parameters": [ 1.04944, 0.703125, 14, 18, 70 ] }, { "Id": 1483907, "Level": 7, "Parameters": [ 1.1244, 0.753348, 14, 18, 70 ] }, { "Id": 1483908, "Level": 8, "Parameters": [ 1.19936, 0.803571, 14, 18, 70 ] }, { "Id": 1483909, "Level": 9, "Parameters": [ 1.27432, 0.853794, 14, 18, 70 ] }, { "Id": 1483910, "Level": 10, "Parameters": [ 1.34928, 0.904018, 14, 18, 70 ] }, { "Id": 1483911, "Level": 11, "Parameters": [ 1.42424, 0.954241, 14, 18, 70 ] }, { "Id": 1483912, "Level": 12, "Parameters": [ 1.4992, 1.004464, 14, 18, 70 ] }, { "Id": 1483913, "Level": 13, "Parameters": [ 1.5929, 1.067243, 14, 18, 70 ] }, { "Id": 1483914, "Level": 14, "Parameters": [ 1.6866, 1.130022, 14, 18, 70 ] }, { "Id": 1483915, "Level": 15, "Parameters": [ 1.7803, 1.192801, 14, 18, 70 ] } ], "Display": 0 }, "Id": 11485, "Name": "Perseguição Caçadora", "Description": "Invoca seu confiável companheiro Tugarin e transforma a área em frente em Campo de Caça Eletrizante.\n\nCampo de Caça Eletrizante\n· Provoca os inimigos constantemente, atraindo seus ataques.\n· A cada 2s, causa uma instância de Dano Electro em AdE contra o inimigo que entrar no campo.\n\nTugarin.\n· Se houver inimigos por perto, Tugarin se moverá rapidamente para perto de um inimigo a cada 2s, mordendo-o e causando Dano Electro.\n· Se atingir um inimigo que está afetado por Selo da Caçada, ativará Selo da Caçada.\n· Tugarin priorizará atacar inimigos afetados por Selo da Caçada.\n\nEspere. Espere até a impaciência passar. É nesse momento que a Tarambola de Barriga Vermelha mergulhará entre as árvores e passará na frente da flecha.", "SpecialEnergyType": 0, "Icon": "Skill_E_Alyosha_01", "CdTime": 18 }, "Inherents": [ { "GroupId": 14821, "Proud": { "Descriptions": [], "Parameters": [ { "Id": 1482101, "Level": 1, "Parameters": [ 1.2 ] } ], "Display": 1 }, "Id": 1482101, "Name": "Linha das Árvores Despertadas", "Description": "Quando {LINK#N11480002}Tugarin{/LINK} atacar, regenera Vida para o personagem ativo próximo em 120% do ATQ de Alyosha.", "SpecialEnergyType": 0, "Icon": "UI_Talent_S_Alyosha_05" }, { "GroupId": 14822, "Proud": { "Descriptions": [], "Parameters": [ { "Id": 1482201, "Level": 1, "Parameters": [ 0.0035, 200 ] } ], "Display": 1 }, "Id": 1482201, "Name": "Adeus ao Inverno e às Folhas Partidas", "Description": "Aumenta o Dano da Habilidade Elemental e do Supremo de Alyosha com base na sua Recarga de Energia: cada 1% de Recarga de Energia aumenta o Dano em 0.35%. É possível aumentar até 70% dessa forma.", "SpecialEnergyType": 0, "Icon": "UI_Talent_S_Alyosha_06" }, { "GroupId": 14823, "Proud": { "Descriptions": [], "Parameters": [ { "Id": 1482301, "Level": 1, "Parameters": [ 0.2 ] } ], "Display": 0 }, "Id": 1482301, "Name": "Travessia Estelar Perigosa", "Description": "Quando está dentro do {LINK#N11330003}Campo da Estrela Polar{/LINK}, Alyosha entrará no estado Brilho Reluzente: Supercondutor Estelar.\nBrilho Reluzente: Supercondutor Estelar: ao ativar o {LINK#N11480001}Selo da Caçada{/LINK}, obter o efeito Mira do Caçador aumenta o Dano de Supercondutor Estelar do personagem ativo em 20%.", "SpecialEnergyType": 0, "Icon": "UI_Talent_S_Alyosha_07" }, { "GroupId": 14825, "Proud": { "Descriptions": [], "Parameters": [ { "Id": 1482501, "Level": 1, "Parameters": [] } ], "Display": 0 }, "Id": 1482501, "Name": "Vigia Arbórea", "Description": "Mostra a localização de Especialidades de Snezhnaya próximas no mapa.", "SpecialEnergyType": 0, "Icon": "UI_Talent_S_Alyosha_08" } ], "Talents": [ { "Id": 1481, "Name": "Trovão do Vale Gelado", "Description": "Quando um personagem da equipe desencadear uma reação Electro no inimigo, regenera 15 de Energia Elemental para Alyosha. Esse efeito pode ser desencadeado uma vez a cada 18s.", "Icon": "UI_Talent_S_Alyosha_01" }, { "Id": 1482, "Name": "Latido Longínquo", "Description": "Aumenta a duração do Supremo Perseguição Caçadora em 6s.\nAlém disso, toda vez antes de {LINK#N11480002}Tugarin{/LINK} atacar o inimigo, aplicará {LINK#N11480001}Selo da Caçada{/LINK} no alvo. Esse efeito não ativará os Selos da Caçada já possuídos.", "Icon": "UI_Talent_S_Alyosha_02" }, { "Id": 1483, "Name": "Chamado de Companheiros", "Description": "Aumenta o nível da Habilidade Elemental Emboscada Selvagem em 3.\nO nível máximo de elevação é 15.", "Icon": "UI_Talent_U_Alyosha_01", "ExtraLevel": { "Index": 2, "Level": 3 } }, { "Id": 1484, "Name": "Botim da Caçada", "Description": "Quando {LINK#N11480002}Tugarin{/LINK} atacar, regenera Vida para o personagem próximo com menor proporção de Vida em 60% do ATQ de Alyosha.", "Icon": "UI_Talent_S_Alyosha_03" }, { "Id": 1485, "Name": "Cessar do Cantarolar dos Pássaros", "Description": "Aumenta o nível do Supremo Perseguição Caçadora em 3.\nO nível máximo de elevação é 15.", "Icon": "UI_Talent_U_Alyosha_02", "ExtraLevel": { "Index": 9, "Level": 3 } }, { "Id": 1486, "Name": "Estandarte da Reconquista", "Description": "Ao ativar o {LINK#N11480001}Selo da Caçada{/LINK}, o efeito Mira do Caçador pode ser acumulado até 2 vezes. 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Mas enfim, vamos manter isso só entre nós por enquanto." }, { "Title": "Bate-papo - Pontaria", "Context": "Quando se trata de aprimorar a pontaria, treinar com alvos e caçar de verdade são coisas completamente diferentes. E, claro, ainda há as habilidades que se adquirem em batalha... Isso já é outra história." }, { "Title": "Bate-papo - Adoção", "Context": "Se um dia você quiser adotar um cachorrinho, é só falar comigo. Tenho de todas as raças, e sei que qualquer um deles estaria em boas mãos com você." }, { "Title": "Bate-papo - Contabilidade", "Context": "Esse tanto aqui eu mando para casa, e este é para o pessoal do Rokot comprar remédios. Agora só preciso juntar o suficiente para a manutenção da arma... Heh, vamos ver qual bando de salteadores vai dar azar dessa vez..." }, { "Title": "Quando Está Chovendo...", "Context": "Meu capuz tá ficando ensopado... Ah, não, Tugarin! Não se sacuda!" }, { "Title": "Depois da Chuva...", "Context": "Agora é hora da presa sair da toca..." }, { "Title": "Quando Está Trovejando...", "Context": "Clima perfeito para uma emboscada, se você tiver alguém em mente... Posso usar os trovões para abafar o som dos meus disparos." }, { "Title": "Quando Está Nevando...", "Context": "Tsc, vai ser impossível rastrear qualquer coisa no meio disso tudo." }, { "Title": "A Ventania Está Chegando...", "Context": "Não dá pra usar capuz com um tempo desses..." }, { "Title": "No Deserto...", "Context": "Quem me dera poder soltar um pouco de pelo também..." }, { "Title": "Bom dia...", "Context": "Tá ouvindo? São os pássaros cantando na floresta, como fazem toda manhã... Bora lá atirar em alguns?" }, { "Title": "Boa Tarde...", "Context": "Eu costumo almoçar no meio do mato, mas não é bem algo que eu recomendaria." }, { "Title": "Boa noite...", "Context": "Algumas das presas mais raras só saem da toca à noite." }, { "Title": "Boa noite...", "Context": "Vá em frente e descanse. Ainda tenho coisas a fazer e preciso que sejam feitas sob a escuridão." }, { "Title": "Sobre Alyosha - Tugarin", "Context": "Quando encontrei o Tugarin pela primeira vez, o bichinho tinha sido abandonado na neve. Estava todo encolhido, sem conseguir nem se mexer. Mas ele é casca grossa. Dei umas salsichas para ele e, num piscar de olhos, já estava de pé, correndo em volta de mim. Não que eu tenha mantimentos de sobra para um animal de estimação, mas... o que é um caçador sem seu cão de caça?" }, { "Title": "Sobre Alyosha - Rifle de Caça", "Context": "Meu pai me deu esse rifle de caça um tempo atrás, mas eu o modifiquei todinho desde então. Não importa se você achou, roubou ou comprou uma arma; ela pode ser a única coisa te separando da morte certa, e esse risco é constante. Eu arrisco a minha pele com ela, então preciso conhecê-la como a palma da minha mão, até a menor das peças. Claro que a manutenção e as modificações não saem barato. Se eu precisar pular umas refeições pra cobrir o custo, que seja..." }, { "Title": "Sobre Nós - Caçadores e Aventureiros", "Context": "Diante de toda essa imensidão selvagem, um caçador dá meia-volta assim que abate sua presa, mas um aventureiro sempre quer dar um passo além. É por isso que é você quem tem uma lista quilométrica de feitos épicos, e não eu. Mas quer saber? Ouvir você contar todas essas suas aventuras de tirar o fôlego com certeza não é um jeito ruim de passar o tempo." }, { "Title": "Sobre Nós - Ideais", "Context": "Que tipo de nação você acha que Snezhnaya se tornará? Heh... Sabe, eu nunca perguntei isso para ninguém. Os aldeões estão muito ocupados se preocupando com a próxima refeição, e os salteadores só pensam no próximo golpe. Ninguém tem tempo para esse tipo de conversa. Mas você é a pessoa perfeita para isso. De qualquer forma, não precisamos trocar respostas agora. Ainda quero pensar mais um pouco no assunto. Afinal, acho que essa é só uma maneira diferente de perguntar qual \"ideal\" nós almejamos." }, { "Title": "Sobre a Visão...", "Context": "O pessoal vive dizendo que uma Visão representa os nossos desejos mais profundos. Mas esse sentimentalismo besta não significa absolutamente nada para mim. Só me importo com o que essa bugiganga pode fazer por mim. Se eu não tivesse descoberto que ela me deixa mais forte, já a teria trocado por Mora faz tempo." }, { "Title": "Algo para Compartilhar...", "Context": "Quando você sai das rotas principais em Snezhnaya, manjar dos códigos locais é uma habilidade importante. Se trombar com certas criaturas feéricas ou salteadores, ter a lábia certa pode te poupar muita dor de cabeça. Ah, e se por acaso der de cara com um bando de gente resmungando sobre uma \"galinha\", pode \"depená-los\" sem dó. \"Galinha\" é o código para um civil inofensivo carregando poucos objetos de valor. Basicamente, um alvo fácil. O pessoal que vai atrás dessa gente é a escória da escória, mas eles não são páreo pra nós. Além do mais, considerando a ficha criminal deles, nem sonhariam em nos denunciar para o Druzhna, então vão ter que simplesmente engolir o choro." }, { "Title": "Coisas Interessantes...", "Context": "Ouvi dizer que tem uma taverna em Mondstadt chamada Cauda do Gato, onde os maiores mestres do Chamado Sagrado dos Sete de todo Teyvat se reúnem pra duelar. Se um dia eu tiver a chance de viajar pra fora, lá vai ser minha primeira parada. Pena que Mondstadt fica tão longe daqui... *Suspiro* Por que Snezhnaya não tem um lugar assim?" }, { "Title": "Sobre a Tsaritsa...", "Context": "Para mim, Vossa Majestade, a Tsaritsa, é como a neve que cobre esta terra. Ela traz um frio implacável que somos obrigados a suportar, mas também serve de escudo contra as ameaças mais sombrias deste mundo. Será que algum filho desta terra gélida viverá para ver o gelo derreter...? Eu me pergunto se a Tsaritsa algum dia nos concederá essa misericórdia..." }, { "Title": "Sobre Odette", "Context": "Descobrir que a Odette faz parte dos Rokot me pegou totalmente de surpresa. Nunca imaginei que um membro dos Fatui fosse compartilhar dos nossos ideais... Mas, agora que vi que estava totalmente errado, começo a pensar que trazer as mudanças que queremos talvez não seja tão difícil quanto eu imaginava. Um futuro mais brilhante para esta nação ainda está ao nosso alcance." }, { "Title": "Sobre Vodyanitsa...", "Context": "A Vodyanitsa é uma fonte vital de inteligência para os Rokot. Sempre que vou até ela atrás de informações, ela quebra um galho enorme. Mas, quando o assunto não é trabalho, eu não entendo absolutamente nada do que ela tenta dizer. Já a Odette parece não ter esse problema. As duas se entendem como se fosse a coisa mais natural do mundo... Chego até a me perguntar se as garotas não têm algum tipo de código secreto..." }, { "Title": "Sobre Valeriy...", "Context": "Na primeira vez que topei com o Valeriy, ele me barrou e me botou para correr do Arsenal do Palácio. Ficou recitando um artigo de um regulamento qualquer, dizendo que eu não podia me aproximar... Quer dizer, eu realmente estava andando de fininho, segurando um rifle de caça, então fiquei surpreso por ele não ter me prendido na mesma hora. Na real, eu já estava esperando ter que sair na mão com ele, mas, no fim das contas, consegui um contato novo no Arsenal. Nada mau, né? Sinceramente, a gente pensa de um jeito parecido em vários aspectos. Então, agora que deixamos nossos limites bem claros, é só ninguém passar da linha que a gente se dá superbem." }, { "Title": "Sobre Mitya...", "Context": "Eu nunca tive muito estudo formal, então achei que seria difícil me dar bem com alguém como o Mitya. Mas ele já modificou meu rifle mais de uma vez sem eu nem precisar pedir, então vi que estava esquentando a cabeça à toa. O Mitya é super de boa para conversar. Trato ele como qualquer outro vizinho e a gente se dá muito bem. Mas fica a dica... se ele começar a viajar naqueles papos de ciência, cai fora." }, { "Title": "Mais sobre Alyosha - I", "Context": "Tentando arrancar meus segredos, hein? Beleza. Vou te contar um, mas vê se deixa baixo: ser um \"caçador\" é um disfarce muito útil." }, { "Title": "Mais sobre Alyosha - II", "Context": "Uma vez me perguntaram se existe diferença entre apontar uma arma para um animal e para uma pessoa. Eu não respondi na hora, mas acredito piamente que sim. A questão é que, quanto mais tiros eu dou, mais tênue essa linha fica, e o ato de puxar o gatilho começa a parecer o mesmo, não importa quem esteja na minha mira... Por isso, não sinto o menor prazer em apontar minha arma para pessoas. Às vezes, me pergunto o que vai acontecer se um dia essa linha sumir de vez, e isso me apavora." }, { "Title": "Mais sobre Alyosha - III", "Context": "Quando eu era criança, uma gangue de bandidos saqueou minha casa e roubou todos os meus pertences. Meus pais tentaram desconsiderar e dizer que estava tudo bem, mas eu sabia o que perder tudo significava para nossa família. Então, decidi fazer um bom uso de minhas habilidades como caçador e, pela primeira vez, meu alvo não foi um animal. Agora, o sangue deles está em minhas mãos e eu não me arrependo. Eles mereciam pagar pelo que fizeram. Mas, na verdade, eles eram tão pobres e desprovidos quanto nós, impulsionados ao desespero por circunstâncias que vão além do controle deles. Foi aí que percebi: bandidos e assaltantes não são o verdadeiro problema deste país e, se não conseguirmos descobrir qual é, o sangue nas minhas mãos estará lá por nada." }, { "Title": "Mais sobre Alyosha - IV", "Context": "Decidi me juntar ao Rokot porque sinto que os princípios pelos quais lutamos são exatamente o que Snezhnaya precisa agora. Mas sei que, um dia, as coisas serão diferentes. Assim que alcançarmos o que tanto buscamos, muita coisa vai mudar, e é aí que o verdadeiro teste começa." }, { "Title": "Mais sobre Alyosha - V", "Context": "Para mim, os realistas são as pessoas mais egocêntricas e oportunistas do mundo, sempre obcecadas por lucro, poder ou pelo que os outros possam estar escondendo. Os idealistas, por outro lado, talvez sejam os mais nobres entre nós. Não toleram mentiras, roubos ou a menor das injustiças. Mas, na verdade, existe um terceiro tipo de pessoa: o \"idealista realista\". Presos bem no meio disso tudo, eles vivem todos os dias em um eterno cabo de guerra, puxados em direções opostas." }, { "Title": "Passatempos de Alyosha", "Context": "Modificar, fazer a manutenção e testar o meu rifle... Eu sempre achei que cuidar de armas de fogo fosse pura necessidade. Mas, pensando no tanto de tempo e Mora que eu invisto nisso, acho que é hora de admitir que acabou virando uma paixão." }, { "Title": "Preocupações de Alyosha...", "Context": "Com certeza seria toda a Mora que eu gasto para modificar, fazer a manutenção e testar o meu rifle... Faça as contas e você logo vai perceber que as coisas que a gente mais ama na vida também são a fonte de todos os nossos problemas." }, { "Title": "Comida Favorita...", "Context": "Carne curada, pão que dura bastante, queijo que derrete ao ser tostado... Com isso, só preciso de uma fogueira para ter sempre um banquete nas mãos, mesmo no meio do gelo e da neve." }, { "Title": "Comida que Odeia...", "Context": "Qualquer coisa com casca. Caranguejos, lagostas... esse tipo de coisa. Custam os olhos da cara; você praticamente tem que brigar com as garras e espinhos só pra abrir e, depois de tudo isso, quase não tem carne lá dentro. Não vale nem o custo nem o esforço." }, { "Title": "Recebendo Presentes — I", "Context": "Valeu, está delicioso... Isso dá pra ser guardado? Acho que vou terminar mais tarde." }, { "Title": "Recebendo Presentes — II", "Context": "Hmm... Que tal eu te ajudar a conseguir uma carne de caça rara? Com ingredientes de primeira, isso aqui ficaria ainda melhor." }, { "Title": "Recebendo Presentes — III", "Context": "...Bom, não dá pra desperdiçar comida. Tenho certeza de que algum morador da vila precisa mais disso do que eu." }, { "Title": "Aniversário...", "Context": "Feliz aniversário. É hoje mesmo, né? Sabe, lá de onde eu venho, comemorar aniversários costuma ser um luxo que a gente não pode bancar. Boa sorte tentando arranjar farinha e creme suficientes para fazer um bolo, ou encontrar alguém vendendo algo além do básico para sobrevivência para dar de presente. Mas eu jamais julgaria uma criança por querer celebrar o próprio aniversário. É assim que deve ser, e espero que um dia nenhuma criança em Snezhnaya tenha que passar vontade. Por isso, decidi levar o seu aniversário muito a sério, e escolhi o seu presente e cartão com o maior carinho do mundo. Às vezes, a gente tem que ser a mudança que quer ver no mundo, né?" }, { "Title": "Sentimentos sobre a Ascensão - Introdução", "Context": "Aí sim. Sinto que a minha mira está mais precisa." }, { "Title": "Sentimentos sobre a Ascensão - Desenvolvimento", "Context": "Tugarin também está cada vez melhor. Parece que estamos mais em sintonia." }, { "Title": "Sentimentos sobre a Ascensão - Auge", "Context": "Para o bem ou para o mal, agora eu não erro mais nenhum tiro." }, { "Title": "Sentimentos sobre a Ascensão - Conclusão", "Context": "Até onde mais precisamos ir para que o mundo pelo qual lutamos se torne realidade?" }, { "Title": "Habilidade Elemental - I", "Context": "Corre!" }, { "Title": "Habilidade Elemental - II", "Context": "Na mosca!" }, { "Title": "Habilidade Elemental - III", "Context": "Um já foi!" }, { "Title": "Habilidade Elemental - IV", "Context": "Pronto ou não..." }, { "Title": "Habilidade Elemental - V", "Context": "Presa avistada." }, { "Title": "Habilidade Elemental - VI", "Context": "Te peguei." }, { "Title": "Supremo - I", "Context": "Aqui, garoto!" }, { "Title": "Supremo - II", "Context": "Pega, Tugarin!" }, { "Title": "Supremo - III", "Context": "É um mundo de cão!" }, { "Title": "Abrir Baú do Tesouro - I", "Context": "Dê uma boa olhada. Não vai querer perder nadinha." }, { "Title": "Abrir Baú do Tesouro - II", "Context": "Algo que eu possa trocar por Mora?" }, { "Title": "Abrir Baú do Tesouro - III", "Context": "Pega e corre. Antes que a gente seja seguido." }, { "Title": "Vida Baixa - I", "Context": "O frio está me afetando..." }, { "Title": "Vida Baixa - II", "Context": "Eu deveria procurar abrigo..." }, { "Title": "Vida Baixa - III", "Context": "Pense só na conta do hospital..." }, { "Title": "Aliado com Vida Baixa - I", "Context": "Recuar! Eu te cubro!" }, { "Title": "Aliado com Vida Baixa - II", "Context": "Vai com calma. Eu acabo com eles." }, { "Title": "Derrotado - I", "Context": "Meus dias de caça... chegaram ao fim..." }, { "Title": "Derrotado - II", "Context": "Tugarin, corra..." }, { "Title": "Derrotado - III", "Context": "Deveria ter sacado... mais rápido..." }, { "Title": "Ataque Leve Sofrido - I", "Context": "Espero que tenha valido a pena..." }, { "Title": "Ataque Leve Sofrido - II", "Context": "Só um arranhãozinho." }, { "Title": "Ataque Pesado Sofrido - I", "Context": "Essa doeu..." }, { "Title": "Ataque Pesado Sofrido - II", "Context": "Essa foi roubada..." }, { "Title": "Entrando na Equipe - I", "Context": "Que a caçada comece." }, { "Title": "Entrando na Equipe - II", "Context": "Tudo pronto por aqui." }, { "Title": "Entrando na Equipe - III", "Context": "De olho na presa." } ], "FetterStories": [ { "Title": "Informações do Personagem", "Context": "Em Snezhnaya, o nome \"Alyosha\" é especialmente querido pelo povo.\nIsso não se deve aos feitos extraordinários de algum jovem caçador que o tornaram conhecido por todos, mas à bela promessa contida no próprio nome, uma promessa pela qual inúmeros pais ansiavam.\nDestemido, inocente e bondoso...\nEles rezam para que seus filhos tenham tais virtudes, desejando que escapem dos entalhes do destino, assim como os heróis das histórias lendárias.\nNo entanto, ignoram uma verdade cruel: o gelo e a neve de Snezhnaya jamais atendem a preces, e o frio cortante é uma lima implacável.\nUm simples nome não é capaz de incutir verdadeira coragem, e a bondade desarmada não pode proteger uma criança da lança arremessada pelo destino.\nSomente aqueles que vivenciam, lutam e vivem como heróis são capazes de romper a maldição da realidade; somente aqueles que se lançam repetidas vezes às vastidões congeladas têm alguma chance de alcançar a esperança.\nÉ claro que ninguém jamais havia explicado tal sabedoria a Alyosha, e ele tampouco tinha tempo para refletir sobre essas coisas.\nEle só sabia que, para manter seu povo alimentado e abrigado, precisava se aventurar ainda mais fundo pelos campos nevados, trazer mais caça e, com Tugarin ao seu lado, abrir uma trilha mais profunda e ampla pelas terras selvagens desconhecidas.\nQuanto aos cálculos complexos, que os \"realistas\" se encarregassem de ponderá-los;\nquanto às filosofias profundas, que os \"idealistas\" se encarregassem de debatê-las.\nComo um caçador que seguia rastros sob o frio cortante, ele só sabia polir seu virote e puxar o gatilho.\nNo entanto, aqueles que o conheciam bem diriam:\n\"Ele é um bom rapaz, destemido, inocente e bondoso, como o Alyosha de tantos contos populares...\"\nE o vento uivante faria esta prece:\n\"Que a Tocha de Kresnik arda tão intensamente quanto sua alma.\"" }, { "Title": "História 1", "Context": "Quando criança, Alyosha tinha um sonho modesto.\nQueria aprender o ofício do pai e se tornar um verdadeiro caçador. Então, no dia em que atingisse a maioridade, herdaria o prêmio supremo: o melhor rifle de ferrolho do mundo.\nNo entanto, sonhos são sempre tão frágeis.\nTodos aqui sabem que o frio das planícies nevadas sem fim de Snezhnaya é mortal e penetra até os ossos, mas o inverno daquele ano foi especialmente rigoroso.\nPara as famílias comuns que viviam nas regiões mais remotas, isso significava despesas maiores, rendimentos menores e dias mais difíceis, uma existência em que um único passo em falso poderia torná-la insustentável.\nNaturalmente, sob o peso de uma vida assim, alguns se matariam de trabalhar, rezando para impedir que suas frágeis existências se despedaçassem por completo. Esse era o caso da família de Alyosha.\nOutros, porém, optariam por abandonar por completo sua humanidade, mergulhando no abismo da \"realidade\" e voltando suas lâminas contra aqueles ainda mais fracos. Esse era o caso do bando de salteadores que acabara de invadir a Aldeia Alatyr.\nEmpunhando espadas enferrujadas e porretes, os saqueadores arrombaram as frágeis portas de madeira das casas dos aldeões, pilhando as poucas Mora e pedaços de cristal que ainda lhes restavam. Nada foi poupado, nem mesmo os escassos pães de centeio preparados com serragem para render mais.\nNaturalmente, a brutalidade dos bandidos ainda não havia sido saciada.\nEncorajados pelos aldeões, que permaneciam paralisados de puro terror, eles levaram sua crueldade a novos extremos. Ergueram tochas acesas, dispostos a incendiar todas as casas e mobílias que não pudessem levar consigo.\nQuando se aproximaram do guarda-roupa onde Alyosha se escondia aterrorizado, seus pais reagiram com uma determinação suicida. A resistência desesperada despertou os outros aldeões, que apanharam facas de cozinha e ferramentas agrícolas e correram para se juntar à luta...\nTalvez intimidados por aquela resistência repentina, ou talvez simplesmente por perceberem que a noite se aproximava, os bandidos enfim fugiram em meio à escuridão, deixando os pais de Alyosha para trás em meio ao caos.\nEmbora seus pais forçassem um sorriso e insistissem que não havia motivo para se preocupar, Alyosha compreendia a verdade que não era dita. Os ferimentos levariam pelo menos meio ano para sarar, e isso apenas se conseguissem arranjar dinheiro para os remédios.\nSem nenhuma renda, com despesas médicas cada vez maiores e absolutamente nenhuma economia, a dura realidade da família falava por si.\nNaquela noite em claro, Alyosha finalmente desistiu de seus sonhos.\nEle arrancou uma tábua solta do assoalho, desembrulhou um pacote envolto em várias camadas de papel oleado e tirou de dentro a espingarda na qual seu pai havia gastado as economias de um ano inteiro, um presente que só deveria lhe entregar quando ele se tornasse adulto.\nA nevasca uivante poderia encobrir suas pegadas, mas os galhos quebrados e a terra congelada pisoteada ainda indicariam o caminho ao caçador.\nA vantagem de meio dia talvez tivesse feito os bandidos acreditarem que haviam despistado qualquer perseguidor, mas Alyosha já havia cortado o caminho deles ao tomar um atalho pelas terras selvagens.\nEles se julgavam mais espertos do que animais selvagens, mas, aos olhos de quem sabia interpretar o menor movimento de qualquer criatura viva, não passavam de presas à espera do abate.\nEm menos de meio dia, antes mesmo que o sol pudesse nascer, Alyosha já tinha os bandidos desavisados sob sua mira.\nPouco depois, ele abateu todos eles, sem deixar nenhum para trás.\nEra mais fácil do que caçar... Esse foi seu primeiro pensamento.\nAfinal, os animais se dispersavam ao som dos disparos, mas os humanos preferiam se encolher e implorar por misericórdia.\nAquilo poupou muito trabalho a Alyosha — não que ele tivesse qualquer intenção de demonstrar misericórdia...\nDepois de se certificar de que não havia perigo por perto, ele cuspiu a água congelada que mantivera na boca para ocultar sua respiração no ar frio. Então, agachou-se e se esgueirou até os bandidos caídos no chão.\nAquele forte cheiro metálico era algo que ele deveria conhecer bem. Aquele caos ensanguentado era uma cena à qual já deveria ter sobrevivido milhares de vezes. E encarar os homens que o fitavam de volta era algo diante do qual jamais deveria ter recuado...\nAinda assim, Alyosha se sentiu transportado de volta à sua primeira caçada, quando seguiu com o pai até as profundezas da floresta nevada para examinar a presa abatida. Até mesmo seus passos vacilaram, desajeitados e incertos sobre o solo congelado.\nPorém, desta vez, não havia mais ninguém para apoiar uma mão grande e calorosa em seu ombro.\nE assim ele permaneceu imóvel até o sol finalmente subir bem alto no céu e a luz ofuscante trazê-lo de volta à realidade.\nEntre os pertences espalhados dos bandidos, ele encontrou uma picareta enferrujada...\n\"Não me culpem, vocês mesmos provocaram isso...\"" }, { "Title": "História 2", "Context": "Na juventude, Alyosha tinha um sonho modesto:\nCaçar mais presas a cada dia, assumir sozinho o sustento da casa e ajudar sua família a sobreviver ao inverno rigoroso.\nNo entanto, sonhos são sempre tão frágeis.\nAquele confronto sangrento com os bandidos lhe permitiu recuperar os bens roubados, mas não poderia reverter os danos ainda maiores causados à sua família.\nAlém dos espólios que haviam saqueado da Aldeia Alatyr, os bandidos não tinham um tostão sequer. Isso significava que, naquela noite, a luta de vida ou morte de Alyosha não havia recuperado nada além do que já lhes pertencia.\nPor outro lado, as despesas médicas exorbitantes e a dura realidade de seus pais terem perdido completamente os meios de sustentar a família os deixaram sem saída.\nUm fardo desses teria sido insuportável até mesmo para um caçador experiente, quanto mais para um jovem pouco mais alto que o próprio rifle.\nPara piorar, o ataque não havia poupado ninguém em Alatyr, e nenhum dos vizinhos ainda tinha forças para ajudar.\nTomado pelo desespero, Alyosha finalmente entendeu por que seu pai fizera tanta questão de ensiná-lo a contar moedas e pesar grãos, em vez de dominar o rifle.\nDaquele momento em diante, cada tiro que disparasse, cada movimento que fizesse e cada bocado que engolisse teriam de ser cuidadosamente calculados. O menor erro de cálculo bastaria para que seu lar, já lutando para sobreviver por um fio, fosse completamente soterrado pela neve do inverno.\nÉ claro que apenas economizar cada moeda estava longe de ser suficiente. Ele precisava garantir uma nova fonte de sustento...\nFoi então que Alyosha ouviu um boato: alguns aldeões queriam se unir para se embrenhar nas terras selvagens em busca de uma \"saída\".\nTodos sabiam que as terríveis nevascas dali eram capazes de engolir qualquer coisa por inteiro, sem falar nas feras enlouquecidas por sangue e nos saqueadores, muito mais cruéis que qualquer fera.\nEm uma situação como aquela, quem ainda tentasse encontrar uma \"saída\" nas terras desoladas só podia ser um completo idiota ou um oportunista de ganância insaciável.\nPor isso, quando o grupo apareceu à sua porta e o convidou para se juntar à empreitada, Alyosha soube de imediato que pertenciam ao segundo tipo. Eles também haviam decidido fazer dos próprios semelhantes suas presas.\nMas ele não podia negar que aquilo fazia sentido. O pouco que conseguia caçando jamais seria suficiente para sustentar aquele lar em ruínas.\nContemplando as paredes nuas de sua casa, ele ignorou os apelos dos pais e mais uma vez desistiu de seu sonho.\nMunido de algumas expressões do submundo que conseguira arrancar do pai, Alyosha ergueu os olhos para aqueles homens, todos muito mais altos e mais velhos que ele, e respondeu:\n\"Estou dentro. Mas vamos deixar uma coisa bem clara: vamos sair por aí como 'caçadores'. Só vamos atrás das 'feras' com 'garras' e 'presas'. Nada de tocar nas 'aves' desarmadas, nem de tirar vidas.\"\nComo resposta, recebeu apenas um silêncio frio e vazio e olhares inexpressivos.\nEra como se os homens diante dele não tivessem nada além de ambição, completamente despreparados para o que os aguardava, fosse em determinação, equipamento ou habilidade...\nSem dúvida, eram apenas mais um bando de tolos.\nAlyosha sabia que aquela não era a melhor escolha, mas simplesmente não tinha outra opção.\nDepois de estalar a língua em silêncio, frustrado, ele continuou com indiferença: \"Quando digo 'aves', estou falando de mercadores ou viajantes comuns. Já as 'feras' são os salteadores e membros de gangues que andam armados. Eles têm os bolsos mais cheios. Além disso, atacá-los não passa de bandidos roubando bandidos, e não chamará a atenção do Druzhna.\"\nE foi assim que surgiu o primeiro bando de salteadores de Alatyr." }, { "Title": "História 3", "Context": "Depois que se tornou um \"caçador\", os objetivos de Alyosha eram simples:\nComo havia prometido aos pais, queria apenas levar uma vida tranquila durante aquele inverno rigoroso, sem chamar atenção até que sua família se recuperasse por completo. Depois, abandonaria aquela vida de uma vez por todas.\nNo entanto, sonhos são sempre tão frágeis.\nÉ verdade que os \"caçadores\" de Alatyr haviam tomado provisões suficientes das \"feras\" para manter suas famílias aquecidas e alimentadas.\nMas a primeira suspeita de Alyosha estava certíssima: aqueles homens eram tolos. Não passavam de um bando de desesperados ambiciosos, cegos pela ganância e pela própria ambição. Bastaria a desculpa mais esfarrapada para quebrarem as regras que haviam jurado seguir, abandonarem o pouco de humanidade que lhes restava e voltarem suas lâminas contra os mais fracos.\nA desculpa de que precisavam era o Projeto Inverno. Com o custo de vida disparando, todos buscavam desesperadamente uma nova forma de ganhar a vida:\nEnfrentando os ermos sem trilhas e esquivando-se das patrulhas para chegar a Nod-Krai, a suposta terra da liberdade.\nPor ironia do destino, os \"caçadores\" de Alatyr estavam entrincheirados justamente no caminho deles.\nAo ver incontáveis \"aves\" desarmadas atravessarem seu território, os \"caçadores\" não conseguiram mais conter a própria ganância. Tiraram as máscaras e se tornaram \"feras\" sedentas de sangue.\nNaquele momento, Alyosha era a única \"coleira\" que ainda mantinha as \"feras\" sob controle.\nEmbora lutasse com todas as forças para impedir que seus companheiros cruzassem essa linha, tudo o que lhe restava era uma promessa vazia, um velho rifle de caça remendado inúmeras vezes e um filhote cujos dentes ainda estavam nascendo.\n\"Dar corda para aquele moleque naquela época foi só uma forma de conseguir o conhecimento dele. Agora que temos presas tão fáceis, quem precisa dele?\"\n\"E quanto àquele rifle imprestável? Temos poder de fogo mais do que suficiente. É melhor ele saber cuidar da própria vida.\"\nNão demorou para que a primeira fera partisse para cima da \"ave\". Com ele liderando o ataque, desencadeou-se uma avalanche: veio o segundo, depois o terceiro...\nAté mesmo Taras, um homem tão covarde que mal conseguia segurar o rifle direito, ficou ansioso para participar da matança.\nFoi então que Alyosha percebeu que eles já não eram mais \"caçadores\". Haviam se mostrado tão ruins quanto os salteadores que saquearam Alatyr no passado, se não muito piores, pois eram bem treinados e estavam fortemente armados.\nNada disso era o que ele queria, mas foram suas mãos que deram presas e garras àqueles monstros. Portanto, cabia a ele abatê-los antes que fugissem do controle.\nComo um verdadeiro caçador, ele devia sempre se colocar à frente quando as feras se aproximavam de um vilarejo.\nE assim, Alyosha abandonou seus ideais mais uma vez.\nNaquele dia, deixou Tugarin com seus pais e partiu levando consigo apenas o rifle...\nDesde aquele dia, o estampido dos disparos nunca mais cessou nos campos nevados de Snezhnaya.\nUm rumor aterrador se espalhou como fogo entre os moradores: uma guerra brutal estava sendo travada nas profundezas dos campos nevados. Diziam que um dos lados era um completo lunático, que abatia qualquer ser vivo que se aproximasse demais.\nAlyosha não tinha intenção de ferir inocentes, mas o medo de um lunático às vezes era muito mais eficaz do que a fama de um herói.\nDesde aquele dia, nenhuma \"ave\" ousou se aventurar nas profundezas da neve. E graças a esse medo, nenhum outro civil foi roubado ou ferido.\nQuando as autoridades finalmente receberam a notícia e partiram para conter o caos, incontáveis dias e noites já haviam se passado. Os disparos nas terras selvagens haviam silenciado há muito tempo, e a vida nos vilarejos próximos já havia retomado seu antigo ritmo.\nOs soldados Fatui, que chegaram tarde demais, não encontraram nada naquela imensidão branca. Sem muita cerimônia, atribuíram toda aquela violência a mais uma disputa territorial entre bandidos e encerraram o caso sem pensar duas vezes.\nQuanto às \"feras\" sobreviventes, viram-se presas por uma nova coleira forjada com balas e sangue:\nNunca, jamais ponham as mãos nas \"aves\"." }, { "Title": "História 4", "Context": "Quando Alyosha reapareceu diante de seu povo, já não tinha mais o luxo de falar sobre ideais.\nPois havia simplesmente \"realidade\" demais para encarar, pouco a pouco.\nAlém de ser o pilar de sua família e garantir o sustento de Tugarin, ainda precisava conciliar sua vida dupla como \"caçador\" e \"coleira\", esgueirando-se pelas profundezas ocultas da tundra.\nFelizmente, a desconfiança e a cautela que os moradores locais antes nutriam por aquele jovem vindo de Alatyr, uma vila assolada por salteadores, aos poucos deram lugar à aceitação e à confiança.\nPara aqueles que se importavam com ele, Alyosha era um jovem íntegro, corajoso e bondoso que só precisava de uma oportunidade para levar a vida tranquila com que todos sonhavam.\nE essa \"oportunidade\" logo bateu à sua porta, graças ao empenho de seu povo.\nEla veio na forma de uma figura misteriosa cercada por guarda-costas, cuja aura imponente e inacessível transparecia em cada detalhe de suas vestes e de seu comportamento.\nNo entanto, foi somente quando o desconhecido dispensou seu séquito para encarar Alyosha a sós que seu orgulho condescendente se revelou por completo, deixando Alyosha certo de uma coisa: aquele homem não só ocupava uma posição de grande poder, como provavelmente também carregava consigo uma quantidade igualmente esmagadora de problemas.\nO instinto de sobrevivência de Alyosha dizia que, ao lidar com homens assim, era melhor ficar calado. Falar demais só traria problemas.\n\"Os moradores dizem que você consegue rastrear suas presas mesmo no auge de uma nevasca. Que é o melhor caçador de toda Snezhnaya?\"\n\"...\"\n\"Examinei as suas presas. Todos os tiros atravessaram em cheio a espinha ou o coração. Você tem certo talento, sem dúvida, e foi bem instruído. Mas, aos meus olhos, você é apenas... razoável.\"\nO homem nem se deu ao trabalho de esperar uma resposta e simplesmente prosseguiu com sua avaliação.\n\"Um novato escolhe alvos completamente inofensivos, como coelhos e aves selvagens. Um caçador comum mira em feras selvagens. Mas um caçador 'razoável' vai além e domestica as feras, obrigando-as a obedecer às suas ordens. Estou certo, garoto?\"\n\"Tugarin não é uma fera\", murmurou Alyosha, reagindo instintivamente para defender seu companheiro.\n\"Não estou falando do cachorro\", respondeu o homem. \"Refiro-me às 'feras' com 'presas' e 'garras': os bandidos que atacaram sua aldeia e feriram seus pais, ou os salteadores da sua própria terra natal que não cumpriram a palavra.\"\nAo ouvir aquilo, Alyosha instintivamente puxou o capuz ainda mais para baixo.\n\"Considerando os resultados, você realmente está progredindo. Mas ainda está longe de ser um verdadeiro mestre. Afinal, acredito que um mestre da caça não permite que feras perigosas ajam livremente em seu território.\"\nComo se percebesse a cautela e a confusão no olhar de Alyosha, o homem soltou um leve suspiro. \"Volte e pense bem a respeito. Quando encontrar a resposta, entenderá naturalmente qual é o serviço que tenho para você.\"\nNaquela noite, Alyosha manteve Tugarin junto de si, sem conseguir pregar os olhos até o amanhecer.\nSempre que fechava os olhos, a fumaça e os clarões dos disparos dos confrontos passados ressurgiam em sua mente.\nAqueles bandidos eram verdadeiramente perversos e não mereciam piedade alguma, mas também era verdade que viviam na mais absoluta miséria...\nOs habitantes de sua aldeia que traíram o juramento mereciam pagar por atacar inocentes, mas como um covarde como Taras pôde chegar tão perto de cruzar essa mesma linha?\nQuando os primeiros raios da alvorada iluminaram Snezhnograd, Alyosha entrou discretamente nos aposentos temporários do homem. Desta vez, porém, levou consigo seu rifle de caça.\n\"Ah, então finalmente mudou de ideia? Você sempre soube que viver assim não levaria a lugar algum...\"\nO homem falou como se já tivesse previsto aquele exato momento. O aposento estava vazio, exceto pela figura solitária sentada à mesa, onde um modesto café da manhã para dois os aguardava.\n\"Que papel você quer que eu desempenhe no seu plano?\"\n\"Não tenha tanta pressa, ainda não é a hora certa.\" Ao notar o cansaço e a determinação nos olhos de Alyosha, o homem apontou calmamente para o assento à sua frente.\n\"Por enquanto, faça o favor de se sentar. Tome seu café da manhã e deixe-me contar algumas histórias que os ventos uivantes trouxeram até aqui.\"" }, { "Title": "História 5", "Context": "Embora todos mantivessem a identidade em segredo, Alyosha percebeu que o \"Rokot\" era um coletivo formado por pessoas de talento extraordinário.\nGraças à recomendação de um membro anônimo, ele finalmente teve a oportunidade de entrar nos grandes palácios de Snezhnograd e até conseguiu um emprego de meio período bastante decente...\nA cidade lhe apresentou um mundo que ele jamais poderia ter imaginado: balés de tirar o fôlego, óperas fascinantes, construções imponentes, o calor primaveril dos ambientes fechados e máquinas gigantescas das quais ele nunca tinha ouvido falar...\nEra como se as histórias fantásticas contadas por aventureiros e comerciantes tivessem ganhado vida da noite para o dia. Para um jovem tão acostumado a tiros e derramamento de sangue, foi a primeira vez que ele percebeu que um mundo assim realmente poderia existir.\nO maior choque, porém, foi o Chamado Sagrado dos Sete. Ele nunca imaginou que um jogo de cartas de papel e fichas de metal girasse inteiramente em torno da matemática. A matéria que antes só lhe dava dor de cabeça agora era justamente o que o mantinha acordado a noite toda.\n\"Que pena. Se eu tivesse um jogo desses quando era pequeno, poderia ter apanhado bem menos enquanto aprendia a fazer contas...\"\n\"...Mas, considerando como sou péssimo nisso, meu pai provavelmente teria me batido com o dobro da força. Hum... No fim, acho que daria na mesma.\"\nDepois de perder mais uma partida, Alyosha ficou em silêncio por um longo tempo. Sua expressão acabou chamando a atenção do adversário que havia acabado de conhecer naquele dia.\n\"Ei, amigo! Está tudo bem por aí?\"\n\"Estou bem. Só estava pensando... Você é muito bom nisso. Tem algum truque?\"\n\"Eu? Que isso, você está me dando crédito demais!\" O jovem Medyntsev parecia não estar acostumado a receber elogios tão sinceros. Ele imediatamente viu Alyosha como alguém com quem tinha muito em comum, aproximando-se enquanto começava a falar sem parar. \"É tudo uma questão de prática. Passei um tempo em Mondstadt, sabe? Lá tem uma taverna chamada Cauda do Gato, onde você encontra alguns dos adversários mais formidáveis de todo Teyvat...\"\nDos músicos de Teyvat aos inesquecíveis coquetéis especiais servidos na taverna...\nDos elegantes Cavaleiros de Favonius às canções e aos poemas que celebram a liberdade...\nMegintsev falou por um longo tempo, e Alyosha o ouviu com a mesma paciência.\nPara o jovem comerciante, aquela conversa era apenas mais uma oportunidade de apresentar seu grande plano de negócios e exibir seu tino comercial.\nMas, para o jovem \"dissidente\", aquela conversa abriu uma janela para um mundo que ele jamais havia vislumbrado.\n\"Vou explicar assim, meu amigo. Sei que parece loucura, mas na verdade sou um dos herdeiros de um gigantesco empreendimento familiar e tenho um plano de negócios ousado!\", disse Medyntsev, cada vez mais empolgado. \"Quando eu conseguir colocá-lo em prática, todo o empreendimento cairá nas minhas mãos! Quando esse dia chegar, finalmente poderei transformar minhas grandes ambições em realidade, hahaha!\"\n\"Então... quando o negócio estiver em suas mãos, o que pretende fazer?\"\n\"Bem, eu...\" Medyntsev hesitou.\nClaro, não era a primeira vez que Alyosha fazia essa pergunta.\nEle já havia se perguntado isso muito tempo atrás: quando o Projeto Inverno fosse frustrado e as nevascas se dissipassem, que futuro aguardaria Snezhnaya?\nMas nem ele próprio conseguira encontrar uma resposta satisfatória.\nDepois de passar anos sobrevivendo nas ruas, Medyntsev logo caiu na risada, quebrando o silêncio constrangedor entre os dois. \"... Falando sério, meu amigo, se algum dia você tiver a oportunidade, precisa conhecer Mondstadt! Não deixe a distância desanimar você. Quando chegar lá, vai ver que eu tenho razão! Se trouxermos as bebidas de lá para Snezhnaya, vamos ganhar uma fortuna!\"\n\"Sim. Quando a neve derreter, eu irei...\"\nNo fundo, Alyosha traçou mais uma etapa em seu plano para \"Concretizar o Ideal\":\nSe algum dia tivesse a oportunidade de deixar Snezhnaya, seu primeiro destino seria Mondstadt.\nNão apenas pela Cauda do Gato, onde diziam que se reuniam os melhores jogadores de cartas de Teyvat, mas também por ser uma nação acolhedora e livre.\nTalvez, ao estudar seu passado e seu presente, ele finalmente pudesse encontrar uma resposta adequada para o futuro de Snezhnaya." }, { "Title": "Tugarin", "Context": "Como tantas pessoas de Snezhnaya, esse filhote acalentava o mais simples dos sonhos:\nTer comida garantida e um lar aquecido.\nMas, numa época em que os humanos mal conseguiam sobreviver por conta própria, até mesmo isso era um luxo muito além de seu alcance.\nA única realidade que lhe restava era ser abandonado nos campos nevados, encolher-se numa bolinha e esperar em silêncio pela chegada da morte.\nMas Alyosha pouco podia fazer ao passar por ali. Tudo o que pôde fazer foi enfiar a mão no bolso, tirar suas duas últimas salsichas, agachar-se e parti-las despreocupadamente em pedaços antes de jogá-los junto às patas do cãozinho.\nE quando ele recuperou energia suficiente para trotar ao redor de suas botas e tentar segui-lo, Alyosha simplesmente se levantou e foi embora.\nEle sabia muito bem que suas provisões mal bastavam para si mesmo, quanto mais para um animal de estimação. E, acima de tudo, estava em uma caçada perigosa.\nSegundo suas observações, um urso gigante devorador de homens rondava os campos nevados.\nPara preservar a pele do animal e disparar o mínimo possível, Alyosha ficou escondido em uma caverna de neve, usando a si mesmo como isca enquanto esperava sua presa se aproximar.\nMas, além da fera que pretendia caçar, certamente não contava com uma visita inesperada...\nO cãozinho parecia ter recuperado todas as forças e até seguiu o cheiro de Alyosha até seu esconderijo.\n\"Tsc, isso é ruim...\"\nAo ver o urso gigante se aproximar de Alyosha, ele não hesitou nem por um instante e começou a latir desesperadamente a plenos pulmões com sua vozinha de filhote.\nO barulho fez o urso se virar e, com as costas largas voltadas para o caçador, Alyosha perdeu a oportunidade de abatê-lo com um único tiro.\nMas, no exato momento em que o urso se virou para atacar o filhote, Alyosha apertou o gatilho por puro instinto, sem nem pensar.\nUm estampido agudo ecoou do rifle, seguido pelo baque surdo da bala perfurando a carne. O urso gigante soltou um rugido ensurdecedor de dor e, movido pelo instinto de sobrevivência, disparou pela neve.\nAlyosha sabia muito bem que o tiro havia atravessado um órgão vital e que poderia abatê-lo facilmente se fosse atrás dele.\nMesmo assim, permaneceu imóvel, ponderando se o custo da perseguição compensaria os riscos envolvidos...\nO filhote, porém, não precisava pensar nessas coisas. Seu mundo era simples.\n...A fera gigante que tentou caçar meu salvador foi afugentada. Preciso persegui-la e enxotá-la para o mais longe possível.\n\"Isso não vale mesmo a pena...\"\nApesar de resmungar, Alyosha partiu mesmo assim, perseguindo aquele veloz vulto preto e branco.\nApós o tempo que se leva para beber algumas xícaras de chá, Alyosha finalmente alcançou o filhote. Ele estava em cima do corpo sem vida do urso gigante, ofegando pesadamente enquanto seu peito subia e descia depressa.\nMas, assim que ouviu os passos de Alyosha, ergueu a cabeça de imediato e começou a abanar freneticamente de alegria sua cauda curta, parecida com um pompom.\nO filhote estufou o peito em triunfo, como se realmente tivesse protegido seu salvador ao derrotar sozinho uma fera dez vezes maior que ele.\nE seu olhar resoluto parecia declarar que, daquele dia em diante, seguiria e protegeria o caçador aonde quer que ele fosse.\nApós hesitar por um longo tempo, Alyosha finalmente cedeu.\n\"Está bem... você venceu. Um caçador não pode ficar sem um cão de caça... Acho que isso significa que você vai precisar de um nome de verdade...\"\n\"Au?\"\n\"...Que tal 'Tugarin'? Só espero que você cresça mais um pouco para realmente fazer jus ao título de cão de caça a ursos.\"\n\"Au!\"" }, { "Title": "Visão", "Context": "Nos dias que se seguiram à chegada do misterioso visitante, a vida de Alyosha não mudou tanto assim. Ele ainda passava a maior parte dos dias nos campos nevados, desempenhando o mesmo papel de sempre.\nMas, se alguém se desse ao trabalho de acompanhar os disparos que ecoavam pela neve, perceberia que o \"caçador\" estava apertando o gatilho com muito menos frequência.\nMesmo após tomar sua decisão, mesmo sabendo que matar era necessário e mesmo já estando mais do que acostumado a mirar e ser alvo de uma arma, Alyosha ainda detestava o derramamento de sangue.\nSobretudo após obter as informações fornecidas pelo \"Rokot\".\nInúmeras informações confidenciais sobre o Projeto Inverno confirmaram o que ele já suspeitava havia muito tempo: a verdadeira doença da nação não eram as gangues que agiam impunemente, os bandidos que surgiam sem parar nem os funcionários de baixo escalão que enchiam os próprios bolsos às custas do país.\nTudo isso não passava de sintomas causados pelo frio cortante.\nEnquanto a raiz da doença permanecesse intacta, essas pequenas mazelas continuariam se multiplicando.\nAté mesmo para treinar um cão de caça é preciso mantê-lo de barriga cheia e recompensá-lo com carne seca. Como alguém poderia esperar saciar o poço sem fundo da ganância humana?\nSerá que, durante todo aquele tempo, ele estivera apontando o rifle para o alvo errado? Será que todo aquele sangue derramado havia sido em vão?\nSempre que esses pensamentos tomavam conta dele, sua \"visão\", normalmente tão aguçada, capaz de localizar uma presa em meio a uma nevasca ofuscante, ficava turva.\nE assim, Alyosha começou a hesitar. Desde que os salteadores entregassem tudo o que haviam roubado, ele pouparia suas vidas quando implorassem por misericórdia, mesmo que tivessem ultrapassado o limite de jamais tocar nas \"aves\".\nMas as feras não entendiam o que era misericórdia. Para elas, conter-se era apenas um sinal de fraqueza. Depois de Alyosha desviar o cano de seu rifle tantas e tantas vezes, o perigo que ele vinha mantendo afastado finalmente se abateu sobre ele.\nEra uma armadilha meticulosamente planejada. Quando Alyosha saiu de trás de seu esconderijo para interromper o que parecia ser um assalto comum, tanto as \"feras\" ajoelhadas, implorando por misericórdia, quanto as \"aves\" aterrorizadas revelaram seus disfarces de uma só vez, expondo suas presas em um instante.\nSob fogo de todos os lados e exaurido pelo desgaste incessante, Alyosha sentia suas forças se esvaírem...\nSua resistência havia chegado ao limite, e restavam pouquíssimos cartuchos em sua bandoleira.\nEncolhido atrás de uma barricada crivada de balas, ele enfiou o último pedaço de carne seca na boca de Tugarin.\n\"Tugarin, fuja daqui.\"\nNesse instante, uma rajada irregular de tiros abriu uma brecha em um dos lados do cerco.\nAproveitando aquele breve momento de caos, Alyosha escapou da armadilha mortal.\nMais adiante, avistou quem disparava a esmo de olhos fechados, sem nem perceber a brecha que acabara de abrir. Era um rosto que conhecia muito bem: Taras.\nAlyosha sabia perfeitamente que aquele homem, que mal conseguia segurar um rifle com firmeza, já havia se estabelecido na cidade e passado a levar uma vida normal. Ele não tinha motivo algum para voltar a se colocar em perigo.\nMesmo assim, lá estava ele, avançando com as pernas trêmulas.\nTaras ofegava intensamente, claramente desacostumado a fazer discursos tão grandiosos. \"O povo... ainda precisa de você...\"\nAo olhar para o homem à sua frente, que tremia como uma folha, mas ainda empunhava o rifle, a névoa turva na mente de Alyosha se dissipou de repente.\nSe não fosse possível extirpar o mal da nação pela raiz, então lutar e derramar sangue sem propósito realmente não fazia sentido...\nNo entanto, acabar com o mal fadado à destruição e proteger aqueles que ainda não haviam sucumbido era justamente o alicerce de seu grande ideal: um mundo onde todos pudessem comer até se fartar e ninguém precisasse encher os outros de chumbo.\nA redenção de Taras não era a melhor prova disso?\nSua \"visão\" sempre aguçada havia retornado.\nPor esse sonho, ele estava disposto a manchar as mãos de sangue, a se tornar parte do vendaval uivante e abrir caminho através de feras gigantescas e do gelo, e, caso o vento se desviasse de seu rumo, estava pronto para apontar o rifle contra o próprio vendaval.\nCom o formulário de inscrição nas mãos, Alyosha voltou a procurar o estranho misterioso.\n\"Posso me juntar a vocês. Mas não prometo seguir suas ordens.\"\n\"Sem problema. Afinal, esse é justamente o lema do Rokot. Você é livre para fazer o que quiser.\" Ao notar que o \"dispositivo\" na cintura de Alyosha emitia um brilho imaculado, um sorriso extremamente raro surgiu no rosto do homem. \"Além disso, pessoalmente, estou muito mais ansioso para ver aonde suas próprias escolhas vão levá-lo.\"\nE assim, em meio aos ventos uivantes, um vulto veloz como um relâmpago abriu caminho..." } ] }, "Costumes": [ { "Id": 214800, "Name": "Emboscador Oculto pela Geada", "Description": "Vestuário de Alyosha. Roupas resistentes de caça com uma camada interna grossa e uma aba felpuda. Isso permite que Alyosha permaneça escondido na neve por longos períodos de tempo até que ele capture a presa que estava em busca. Quanto ao motivo do capuz ser feito como uma cabeça de cachorro, bem, é porque fica fofinho. Além disso, Tugarin adora.", "IsDefault": true } ], "CultivationItems": [ 104144, 113091, 101276, 112151, 104370, 113083 ], "NameCard": { "Name": "Alyosha: Sentar", "Description": "Estilo de cartão de visita.\n\"Deita\" e \"senta\" são comandos totalmente diferentes para Tugarin. Será que um cachorro que custa cem Moedas Mágicas no Bule de Relachá realmente consegue fazer isso?", "Icon": "UI_NameCardIcon_Alyosha", "PicturePrefix": "UI_NameCardPic_Alyosha" } }